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Como deve ser o salário dos sócios de uma startup?

Edição: 12/2013

Uma startup costuma ter recursos limitados. Por isso, uma remuneração elevada iria consumi-los rapidamente. Mais importante do que isto, os recursos existentes devem ser destinados primeiro para a conquista de clientes. Só com dinheiro de novos negócios em caixa é que os sócios podem pensar na remuneração.





Se seu negócio já recebeu investimentos e tem recursos em caixa, não significa que o salário pode aumentar. Certamente o investidor quer que o capital seja gasto com o negócio. Vale lembrar que o importante em uma startup é a “execução” e não a ideia. Por isso, o aporte que os empreendedores fazem é com seu trabalho. Logo, se recebessem um salário equivalente ao que ganhariam no mercado, é como se o seu aporte fosse efetivamente nulo.

Como o investidor normalmente é minoritário, não faz sentido para ele que seu investimento seja utilizado para pagar salários de mercado para os sócios que tem a maior parte do negócio, sem que ainda esteja gerando lucro. Os recursos existentes devem ser direcionados para a geração de negócios, lembrando que mesmo que o plano de negócio original preveja que o investimento é suficiente para pagar salários de mercado, na prática sempre acaba faltando dinheiro.

Esta é uma questão que precisa ser bem pensada, em especial antes de ser apresentada para investidores, pois é chamada de “deal breaker”, isto é, motivo para não efetivação do investimento.

É importante que o empreendedor, na medida do possível, tenha alguma reserva para seu sustento durante a fase de lançamento do negócio e/ou tenha condições de se sustentar com uma remuneração bem menor do que a que teria como funcionário de uma empresa.

É claro que nenhum investidor quer que os empreendedores “morram de fome”, por isso, é possível negociar uma ajuda de custo para sustentar suas necessidades básicas. Quando a empresa estiver lucrando, nenhum investidor irá se incomodar com uma boa remuneração para os sócios executivos que estão gerando o sucesso.

Cassio A. Spina foi empreendedor por 25 anos, é investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil

Fonte
Revista Exame

 

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