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País apresenta chances no setor de segurança para o empresário que sabe inovar

Edição: 01/2014

Pesquisas recentes apontam para um cenário nada animador. De acordo com o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o total de assassinatos em 2012 é o maior da série histórica desde 2008. Foram registrados 50.108 casos no Brasil no ano passado, incluindo homicídios dolosos (47.136), assaltos seguidos de morte (1.810) e lesão corporal seguida de morte (1.162).



A insatisfação da população com a polícia também cresceu no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. O Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que 70,1% dos brasileiros não confiam no trabalho das diversas polícias no País, 8,6 pontos porcentuais acima do registrado no primeiro semestre de 2012.

Diante desse cenário, as soluções de segurança residencial, patrimonial e pessoal tendem a ser mais demandadas, como serviços de blindagens, segurança pessoal e proteção armada. O professor pontua que em alguns países da América Latina, como o Equador, as portas dos restaurantes ficam fechadas "a chave" com segurança armado na porta.

"Em shoppings e até em sorveterias, têm seguranças com metralhadoras nas entradas. Em uma corrida de rua de 10 km em Guayaquil, havia postos de água e postos com segurança em todo o percurso", conta. O professor também cita a África do Sul como exemplo, onde crescem franquias como a Auto Armour que faz serviços de blindagem de carros e a Fight Crime, que presta vários serviços de segurança.

Por aqui, o Estadão PME fez recentemente uma matéria com duas empresas de blindagem. A Safety Wall é um negócio de blindagem de imóveis e desenvolveu produtos eficientes com beleza arquitetônica. Um dos diferenciais da empresa é trabalhar com uma mudança de conceito: ao invés de enrijecer eles deformam para resistir. Como exemplo, um dos sócios, Felipe Masetti fez uma comparação entre o vidro e um lençol. O vidro ganha peso e espessura para resistir a uma pedra.
No caso do lençol pendurado no varal, a pedra bate, deforma o tecido e cai no chão. O objeto consegue barrar a pedra, mesmo sendo mais leve.

Outra empresa do setor é a Vault, que começou vendendo portas contra arrombamentos na década de 90, ampliou seu portfólio ao longo dos anos e cresce entre 15% a 20% ao ano. No início, um caso de arrombamento ou assalto noticiado refletia em aumento de pedidos de serviços. Agora, as pessoas procuram se prevenir, segundo o sócio da empresa, Roy Cuglovici.

Fonte
Estadão PME

 

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