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Os milagres criativos que dão vida aos empreendimentos

Edição: 02/2014

O novo empresário só dará um toque de arte no que se propor a construir se, em algum nível, se vincular com a transcendência de seu público-alvo (consumidores, seus ambientes, seus relacionamentos e sua época) ao captar seus sustos, desesperos, angústias e esperanças.

Enfim, com seus inconscientes conjugados e pulsantes.



Ao se concentrar num projeto com viés diferenciado e inventivo, você vai ser obrigado a garimpar e a usar todas as energias criativas disponíveis.

Energias essas que só emergirão quando você aprender a harmonizar a inspiração, a intuição e a imaginação num único foco.
Que como um raio de sol concentrado incendiará sua percepção e o ajudará a soprar vida à empresa, projeto ou produto que germinará de suas entranhas. Num parto cheio de luzes, lágrimas, gozos e dores.

Capaz de sensibilizar seus clientes a tal ponto, que será natural correrem para consumir o que sua empresa sugerir.

Geralmente não sabemos (e nem precisamos saber) por onde iniciamos nossos milagres criativos que nos ajudarão a construir empreendimentos que sobrevivem muito além das estatísticas de falência prematura.

Mas se for pela inspiração, ela ocorrerá no exato momento em que dialogar, em tempo real, com sua intuição.

Inspiração foi definida, por Carl Gustav Jung, como a forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes.

Mas inspiração apenas não nos leva muito longe. Quem se vale só da inspiração, corre sérios riscos de viver pelos bares, festas de família ou encontros no cafezinho da empresa desfiando bravatas.

Caso, contudo, você tenha a sorte de alimentar sua inspiração com doses contundentes de intuição, terá atingido a antessala da criação.

E, mesmo assim, estará, creia-me, a uma enorme distância de fecundar as expectativas consumidoras de seus clientes a ponto de motivá-los a enfiar a mão no bolso para adquirir o que tem a entregar.

É um estágio perigoso e viciante. E se acontecer com você, tente não se culpar. Porque as recompensas são imensas por serem similares às drogas mais sutis que nos levam rapidamente ao êxtase, quase supremo. Você acorda todos os dias cheio de visões cristalinas e detalhadas de seu empreendimento.

Nesse estágio, no qual se combina apenas a inspiração com a intuição, você ferverá de criatividade, mas se sentirá absolutamente estéril.

Pois deixará escapar pelo meio dos próprios sentidos o gozo sereno que só uma obra terminada e dividida com nossos clientes, lhe garantirá.

Porque para romper a película que separa homens e mulheres dos empreendedores criativos, você será obrigado a aprender a agregar altas doses de imaginação à sua inspiração e intuição.

Como assim?

A imaginação é o intangível que o faz agir ao complementar a intuição e a inspiração. Porque, para emergir, a imaginação antecipa cenários e suas infinitas nuances no aqui e no agora.

E, ao enraizar o futuro no presente, o ajudará a fincar os pilares sobre os quais você erguerá sua nova empresa.

Mas para identificar quais pilares sustentarão seus empreendimentos, você será obrigado a dialogar novamente com sua intuição e confirmar suas decisões com a inspiração que iniciou todo o processo.

Obedecendo a um impulso que todo empreendedor inovador sabe (mas nem sempre conta) e que independe das suas vontades conscientes.

Aí você dá mais um salto à frente e abre sua empresa. E descobrirá que as mercadorias, os serviços e os designs têm o estranho hábito de assumir o controle sobre seus criadores.

Que, apesar de se tornarem apenas subordinados aos produtos, mercadorias e serviços que colocaram no mercado, ainda assim as assinam como seus proprietários.

Mesmo conscientes de que são apenas empreendedores que tiveram a sorte de participar de um milagre criativo que fizeram emergir uma nova empresa do quase nada.

Por isso, muitos colocam o próprio nome no novo empreendimento. Porque ali está seu sangue, sua vida e seus riscos para registrar para o mundo inteiro, consumidores ou não, que conseguiram cumprir a ambição de todo empreendedor artista.

Marco Roza é diretor da Agência Consumidor Popular e estrategista de novos negócios

Fonte
UOL Economia
 

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