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Lucro ou caixa? Entenda o verdadeiro retorno do acionista

Edição: 02/2014

Um dos principais paradoxos de finanças é que uma empresa com lucro líquido positivo pode ser fechada por não gerar valor para os acionistas. O senso comum nos diz que o lucro é o que importa. Na verdade, o lucro pode ou não ser a variável relevante para um acionista, mas não é necessariamente o que importa. Para um acionista, o que importa é se a empresa gera ou não valor.




Um empreendedor normalmente tem três ‘chapéus’: operacional, empresário e investidor. Isso deve ser responsabilidade de todo executivo: entender seu papel como operacional, empresário e também como gestor dos fundos dos acionistas.

O objetivo final de uma empresa não é maximizar o lucro, como afirmam muitos economistas, mas sim maximizar a geração de valor para os acionistas. Normalmente esses objetivos são bem parecidos, mas não necessariamente são idênticos.

O retorno de um acionista é medido por uma variável chamada de retorno total do acionista (total shareholder return, ou RTA). O RTA é a soma do fluxo de caixa entregue aos acionistas e o aumento do valor da empresa.

Muitas vezes nos fixamos nos dividendos pagos, mas a valorização da empresa também gera retorno aos acionistas. E vice-versa. Dessa forma, é importante determinar a taxa de dividendos e, por conseguinte, os lucros retidos que vão auxiliar no processo de crescimento da empresa.

O conceito de RTA e a forma de geração de valor acima do custo de oportunidade do dinheiro (prêmio de risco) estão inter-relacionados e são parte fundamental do modelo de geração de valor de uma empresa.

E o papel do lucro líquido? Este é um conceito contábil que não necessariamente representa o fluxo de caixa para remunerar os acionistas.

Por exemplo, uma empresa com investimento por parte dos acionistas de R$ 1 milhão que gera R$ 75 mil anuais de lucro líquido deve ser fechada. Mesmo desconsiderando questões como depreciação, podemos afirmar que a empresa, embora lucrativa, destrói o valor dos acionistas.

Se eles pudessem, deveriam investir seus recursos em títulos públicos, que pagariam um retorno, sem risco, acima da taxa de 7,5% ao ano que os acionistas estariam recebendo (R$75 mil / R$ 1 milhão).

Rodrigo Zeidan é especialista em finanças e professor da Fundação Dom Cabral

Fonte
Revista Exame

 

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