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Inteligência Competitiva, muito além de um banco de dados

Edição: 06/2014

Quem nunca recebeu um telefonema no meio de uma reunião ou dirigindo, ou num momento inoportuno, de alguém querendo fazer uma pesquisa, ofertando algo ou mesmo dizendo que você foi premiado e tem a sua disposição um conjunto de benefícios?

Qual foi sua reação? Quanto tempo dura esta ligação?
Quando a empresa é séria, a pessoa se identifica, pergunta se você tem disponibilidade para responder algumas perguntas e diz que a conversa está sendo gravada.



Quando a empresa é amadora, a pessoa dispara a dizer uma porção de coisas e na maioria das vezes quem atendeu acaba perdendo a paciência.

Numa dessas ocasiões já me ocorreu da pessoa me ligar no celular e pediu para que eu confirmasse alguns dados pessoais inclusive o número do meu celular.

Atualmente confundem inteligência competitiva com banco de dados. Quase todos os recintos comerciais a primeira coisa que fazem é solicitar o preenchimento do cadastro e no final deste formulário tem lá no final uma solicitação para que a empresa possa repassar aos seus “parceiros” estes dados que você disponibilizou. Até ai, os problemas são os menores. Os maiores estão relacionados com quem vai utilizar estes dados, uma vez que não tiveram nenhum tipo de relacionamento com a pessoa que os forneceu. Relacionar-se com o cliente é fundamental mas saber qual é a forma adequada é a essência do negócio.

É claro que as empresas precisam das metas de vendas, mas colocar uma pessoa com um banco de dados para ofertar produtos e serviços a quem não conhece é algo muito complicado e necessita de muito tempo e treinamento.

Este foi um dos casos que aconteceu esta semana. Um corretor de seguros estava atendendo um cliente, quando o celular dele tocou e era uma dessas pessoas de determinada empresa, provavelmente terceirizada, oferecendo seguros a ele.

Outro caso foi de um empresário que comprou um carro zero numa determinada concessionária e três meses depois recebeu um telefonema de uma empresa que lhe falou que estava realizando uma pesquisa sobre a compra que ele tinha feito na concessionária. Ele se dispôs a responder ao entrevistador, mas na terceira pergunta desligou o telefone. As perguntas foram:

Qual carro ele tinha comprado?

Se o carro era novo ou usado?

Se a forma de pagamento foi à vista ou a prazo?

A questão levantada pelo empresário é:

Se a empresa de pesquisa está vinculada à concessionária, para que fazer estas perguntas, se estas informações já são do conhecimento da empresa?

Parece redundância usar o termo inteligência competitiva,mas a palavra chave é inteligência para poder competir de forma inteligente.

Não é jogo de palavras. Competir significa ter estratégias que permitam você manter ou ampliar a sua participação no mercado. Só que estas estratégias têm que ser inteligentes e para isto precisa do ser humano.A inteligência Artificial pode ajudar em muitos casos, mas não substitui a análise feita pelo Homem. A inteligência artificial mal utilizada é meramente um banco de dados.

Fonte
Blogs SEBRAE/PR

 

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