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Meio ambiente vira negócio para educadores

Edição: 07/2014

A educação ambiental como tema de festas infantis, eventos corporativos e até mesmo em atividades dentro de escolas transformou-se em um bom negócio para pequenos empreendedores. Eles têm obtido bons resultados nesta nova categoria do mercado de entretenimento e, inclusive, projetam crescimento para os próximos anos.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o Instituto Moleque Mateiro faturou R$ 730 mil em 2013 e pretende chegar a R$ 1,2 milhão neste ano.




A empresa realiza atividades com foco no meio ambiente em aniversários, escolas, universidades e empresas. O portfólio inclui oficinas de sustentabilidade, curso de capacitação e projetos pedagógicos. O pequeno empreendimento também organiza passeios educativos em áreas de preservação da cidade, como os parques da Catacumba e da Tijuca.

A ideia de trabalhar nesta área surgiu na faculdade de Geografia, conta Francisco Schnoor, sócio e um dos fundadores do negócio. Em 2005, ele e dois colegas do curso começaram a realizar atividades para divulgar conceitos e práticas sustentáveis.

"Mas só a partir da incubação no Instituto Gênesis, da PUC-Rio, e do acompanhamento de uma consultora, é que conseguimos crescer como empresa. Começamos mesmo em 2011, quando o faturamento alcançou R$ 200 mil."

"Nunca colocamos um real nosso, quando juntamos os primeiros R$ 10 mil, abrimos a empresa", relembra Lúcia Glat Jaber, outra sócia do negócio. "Não tínhamos uma visão empreendedora, mas a demanda nos mostrou que esse é um mercado promissor", conta.

O próximo passo, segundo Lúcia, é alugar ou comprar uma casa com espaço para montar um laboratório de práticas ambientais e uma biblioteca.
O biólogo Diego Sanchez, dono da SOS Ambiental, de São Paulo, também acredita no crescimento dessa área. Ele planeja dobrar o faturamento – hoje em torno de R$ 30 mil por mês – nos próximos dois anos. Há 11 anos, ele investiu R$ 9 mil para abrir a empresa.

O negócio, atualmente, organiza entre 30 e 40 eventos por mês. "Realizamos jogos ambientais, trilhas e oficinas, como a de sacolas feitas com material pet e a de colares e pulseiras feitas de sementes de espécies de plantas nativas. Mas o teatro ambiental representa 70% do nosso trabalho", diz Sanchez.
Análise. As oportunidades que o segmento apresenta no País vão muito além das atividades voltadas para escolas ou festas de aniversário. Segundo Gabriela Priolli de Oliveira, coordenadora do curso de pós-graduação em Educação Ambiental do Centro Universitário Senac, quem deseja empreender nessa área também encontra mercado no setor público.

"Há uma demanda muito grande das prefeituras para contratar consultorias e empresas dessa área. Existe uma obrigatoriedade de financiamento público para que em intervenções urbanas, como a construção de vias ou a urbanização de favelas, por exemplo, a educação ambiental seja desenvolvida com a população local."

Fonte
Estadão PME

 

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Comentários (1)

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muito boa essa materia
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 obrigada por comentar

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