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4 orientações para quem deseja internacionalizar uma empresa

Edição: 07/2014

A presença de empresas brasileiras no exterior é bastante recente. Pouco tempo atrás, era difícil acreditar na internacionalização de empresas como Camargo Corrêa e Odebrecht. A chegada de pequenas e médias lá fora, então, era encarada como piada. Hoje, no entanto, franquias como a Doutor Resolve e startups como a Easy Taxi ultrapassaram as fronteiras brasileiras. Na grande maioria dos casos, a internacionalização é o último passo de uma trajetória de sucesso, mas a saída do país de origem pode ser um recurso em um estágio intermediário de crescimento.



No 1° Congresso Internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF), realizado em São Paulo, três executivos estrangeiros falaram da experiência internacional de suas empresas. Não há uma receita de sucesso para quem deseja iniciar operações no exterior. O objetivo, no entanto, é o mesmo em qualquer circunstância: adaptar a companhia aos costumes de outros países e cativar o cliente. Saiba como:

– Trabalhe com pessoas do local: chegar a um lugar com costumes totalmente diferentes e fazer sucesso é o principal desafio de uma empresa internacional. Por mais que haja o interesse em entender como funciona a cabeça dos clientes de outro país, um empreendedor passa toda a sua vida imerso na cultura de sua terra natal. Por isso, um passo importante é contar com profissionais nativos. De acordo com Eric Jacobs, diretor de expansão do grupo hoteleiro Marriott, esta é uma estratégia primária do conglomerado. "As pessoas do local ajudam muito a empresa a assimilar as diferenças mais rapidamente e fazer as adaptações", afirma.

– Receita de pão: Para Jacobs, o tamanho das adaptações varia de acordo com a área de atuação da empresa. No setor hoteleiro, bastante cosmopolita no que diz respeito à configuração dos quartos e às opções do cardápio, a internacionalização, normalmente, não é difícil. Jacobs faz um paralelo com a preparação de um pão para mostrar a intensidade das adaptações entre os países. "A receita do pão é igual em todo mundo. O que varia é uma pitadinha a mais de sal, um tempero diferente e coisas assim. A diferença entre dois hotéis em locais diferentes são tão pequenas quanto essas variações na receita."

– Mantenha a receita da vovó: no entanto, grande parte dos negócios sofre mais que o setor hoteleiro na hora de chegar a um lugar novo. Diferenças religiosas, por exemplo, são responsáveis por muitas diferenças entre as operações de uma empresa internacional. O uruguaio Michel Cohen, presidente da rede de vestuário Lolita, sabe muito bem como isso funciona.

A empresa foi fundada por Greta e Lolita Engelman – mãe e tia de Cohen, respectivamente – em 1960. Quando assumiu a empresa, em 1978, a Lolita tinha apenas uma loja, em Punta del Este. Atualmente, a empresa tem 70 unidades em 19 países. Enquanto a chegada da Lolita ao Brasil não trouxe mudanças significativas na linha de produtos, a operação no Oriente Médio funciona de maneira diferente. "Por causa da religião, as saias vendidas na região são significativamente mais longas nos países muçulmanos", afirma Cohen.

Outra empresa que passou por mudanças desde a chegada a outras nações é a australiana The Coffee Club. Fundada em 1989, a cafeteria hoje também opera em países como China e Tailândia e em territórios como a Nova Caledônia. A adaptação da The Coffee Club a países com culturas diferentes da australiana foi muito diferente. "Na Nova Caledônia, eles obrigaram a empresa toda a falar francês, que é a língua do lugar. E em países de costumes mais próprios, como a Tailândia, a intenção dos franqueados era deixar as unidades iguais às australianas, com o objetivo de atrair um público mais diferenciado", diz Brad Jacobs, diretor da The Coffee Club.

Para o diretor de expansão do Marriott, é impossível dizer o que pode ser mudado ou não nas operações de outros países. As adaptações dependem da atuação da empresa, do público e do bom senso dos empreendedores. Ele volta com a história do pãozinho para exemplificar. "Apesar das mudanças, a receita tem uma base. É como a receita da vovó: se mexer muito, perde a identidade", afirma.

– Internacionalizar é sobreviver: no caso da Lolita, a expansão internacional não foi a sequência a uma trajetória respeitável no Uruguai. Na verdade, a empresa saiu do país para sobreviver. "Na década de 1990, a economia uruguaia estava destruída e começamos a expandir na América Latina para continuar ativos", diz Cohen. O empreendedor não deve usar o exemplo da Lolita como uma "rota de fuga" após uma crise econômica. O ideal é relembrar que não há uma receita na busca pelo sucesso – e uma parte da história que normalmente é o fim pode ser o meio.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

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