Histórico

Mais votados

Cadastre-se

Preencha os campos abaixo para receber o Boletim do Empreendedor gratuitamente:


Gestão é uma palavra mágica

Edição: 09/2014

Muito já foi escrito sobre o decepcionante resultado do Brasil na Copa do Mundo. Não quero aqui torturar o leitor com mais uma análise dos motivos do fracasso. A verdade é que pouca gente realmente antecipou a derrota do Brasil da maneira como ela aconteceu.








Acho que o resultado da Copa de 2014 valoriza de maneira significativa o conceito de gestão. De maneira ampla, o péssimo resultado foi consequência de uma estrutura de gestão inadequada e, claro, ultrapassada.

Muito analistas colocaram entre as principais razões para o sucesso da Alemanha a capacidade de planejamento, a formação de equipe, o foco em resultados e a criatividade na busca de soluções não triviais para questões complexas.

Tudo isso tem a ver com gestão. E mais ainda com gestão estratégica, que privilegie resultados de longo prazo.

Os conceitos ligados à gestão que foram debatidos principalmente após os jogos semifinais da Copa se aplicam a qualquer grupo de pessoas que busquem atingir um objetivo comum. Estes conceitos se aplicam a um time de futebol, a uma empresa, a um Governo, a uma startup e também a uma ONG.
Realçamos abaixo alguns destes conceitos que precisam estar presentes em um processo de gestão, independentemente de tamanho ou natureza do negócio ou organização:

1. Pensamento estratégico. Muito tem se falado de falta de planejamento como causa do fracasso do time Brasileiro.
Vejo planejamento como um dos principais pilares de algo mais amplo que é: pensamento estratégico. Considerar os diferentes resultados em diferentes cenários, ter planos de ação alternativos para cada um destes cenários, definir onde queremos e podemos estar em horizontes de médio e longo prazo; definir métricas para auferir o sucesso das decisões tomadas; todas estas atividades estão presentes em uma cultura de pensamento estratégico;

2. Monitoramento de resultados. Não existe gestão sem monitoramento e não existe monitoramento sem definição de métricas a serem controladas;

3. Benchmarking. O que meus mais bem sucedidos pares estão fazendo? Como as métricas de meu negócio ou de minha organização se comparam com os dos meus pares? Como meu setor se desenvolveu em mercados mais desenvolvidos? Uma gestão de qualidade precisa ter estas respostas na ponta da língua;

4. Formação de equipes. Acredito fortemente que, em qualquer segmento, um craque isoladamente não é garantia de sucesso. Pense em uma empresa que tem “craques” nas áreas de marketing e finanças, mas o desempenho da produção deixa a desejar. Ou pior, os responsáveis pelas diferentes áreas de negócio não conversam entre si. A formação de uma equipe com competências complementares é fundamental para o sucesso de um grupo. Gestão significa recrutar e manter os melhores talentos, mas também garantir que as sinergias entre eles aconteçam;

5. Cultura de inovação. Uma coisa é acompanhar o que a concorrência e pares estão fazendo, outra coisa é copiar sua estratégia. Incentivos à inovação e à diferenciação é um dos principais atributos de uma gestão de qualidade;

6. Autocrítica e excelência. Tenho impressão que o Brasileiro tem dificuldade de buscar resultados mais desafiadores. Se está bom do jeito que está, para que melhorar? É curioso que no futebol o brasileiro busca sempre a excelência; só importa ser o primeiro e as vezes além de ser o primeiro tem que jogar bem. Entretanto, em outras situações do dia a dia, se contenta com a mediocridade. É papel da gestão buscar insistentemente atingir a excelência;

7. Resiliência e capacidade de reagir após um fracasso. Alguns clichês valem ser repetidos: capacidade de aprender com os próprios erros (e com erros dos outros) e de se reerguer após um fracasso é característica comum em pessoas de sucesso. Sem este tipo de atitude, as iniciativas são tolhidas. Gestores bem sucedidos incentivam suas equipes a tomar riscos e a ousar.

Hoje parece existir um consenso de que a gestão do futebol Brasileiro precisa de mudanças estruturais profundas. Concordo com este consenso.
Parece haver outro consenso: a gestão do setor público em geral também necessita de mudanças estruturais significativas.

Mas gostaria de deixar aqui um ponto para reflexão: que outras áreas ou setores da sociedade Brasileira também tem necessidade de mudar significativamente suas estruturas de gestão?

As informações do artigo refletem as opiniões do autor, e não as de Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

Deixe seu comentário:









Digite este número...

O que você achou desta matéria?

Vote e ajude-nos a melhorar.



Os seu e-mail e o seu CPF não serão exibidos nos comentários. Eles serão guardados em nossa base para podermos atender você, cada vez melhor!

Boletins especiais