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Ambição é arma de empresário para expandir; como chegar a R$ 13 milhões de faturamento

Edição: 09/2014

Quando montou sua empresa há nove anos, Milena Satyro Bertucci estava de olho numa oportunidade que, junto do marido, identificou no fornecimento de uniformes corporativos. Egressa do mercado publicitário, ela percebeu a carência local por produtos de maior valor agregado. Passados três anos, a empresária descobriu que não só tinha um produto atraente nas mãos, como também estava diante de um nicho de rápida expansão. “Sabia que o mercado era carente, mas não esperava tanta demanda”, conta.



O diagnóstico de Milena foi o ponto de partida para um desempenho que, nos últimos anos, faz sua marca crescer acima dos 20% ao ano. No ano passado, quando faturou R$ 13 milhões, o resultado foi 40% superior aos 12 meses anteriores.

São números que colocam a paulista entre as Empresas de Alto Crescimento (EACs), um clube restrito, frequentado apenas por 1,5% das empresas brasileiras (34.106 delas), segundo relatório produzido pela Endeavor, com base no banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os anos de 2008 e 2011. Apesar de pequeno, esse grupo respondeu por 48,5% do total dos empregos gerados no período analisado, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos postos com carteiras assinadas.

“Eu acho que o desafio (de crescer assim) é manter a qualidade. Estamos consertando todos os dias um avião em pleno voo. É muito trabalho, mas é desafiador”, afirma a empresária Milena Bertucci. “Meus sonhos são grandes, sempre. Fico feliz quando vejo as coisas dando certo”, completa a empresária que acabou de descentralizar a produção, contratou parceiros e terceiristas e conversa com investidores para sustentar a expansão do negócio.

Na opinião de Juliano Seabra, que é diretor-geral da Endeavor, a baixa incidência de empresas como a de Milena Bertucci não se explica apenas pelo cenário macro econômico. Apesar das dificuldades do ambiente regulatório, como alta carga de impostos e a burocracia – para a abertura de empresas e obtenção de licenças, por exemplo –, também chama atenção a falta de ambição do empreendedor brasileiro.

“A pesquisa mais importante do segmento de empreendedorismo é a GEM (Global Entrepreneurship Monitor, idealizada pela London Business School e pela Babson College). No ano passado, quando o empresário brasileiro foi perguntado como estará a empresa dele daqui a cinco anos, só 1,7% disse que vai crescer, que vai ter uma empresa com mais de cinco funcionários”, aponta Seabra, para quem a carência de formação pode explicar o conservadorismo.

“O brasileiro é um dos menos preparados da América Latina. Não estou falando nem de faculdade, mas de um curso técnico, por exemplo, para tocar uma empresa. É difícil sonhar alto quando a pessoa não se sente preparada para isso”, diz.

Escala. Ambição e conhecimento de causa, entretanto, não faltam ao empresário Maurício Filleti, também de São Paulo. Ele é dono de uma fábrica de equipamentos para cozinhas industriais. Paralelo a esse negócio, também toca uma operação de bares e de restaurantes. Chegou a ter seis em atividade simultânea, duas em Salvador e quatro na capital paulista. Hoje, no entanto, ele é dono do Café Journal, no bairro de Moema e acaba de lançar a Lola Parrilla, casa de carnes que, desde o projeto, é preparada para se transformar em uma rede.

“Eu montei o projeto para expandir o negócio mesmo. Acho que o segredo do crescimento está no planejamento e eu já fiz tudo, desde o início, para tentar criar uma rede de restaurantes de porte no Brasil”, afirma Maurício Filleti.

“Nossa casa tem apenas 90 lugares e uma operação super enxuta. Essa é a grande vantagem: não preciso de muita mão de obra. Treino as pessoas dentro da operação. Tenho um consultor contratado que chega, dá o treinamento e não é nosso empregado”, explica.

Além do restaurante, aberto para almoço e para o jantar, a casa também conta com uma espécie de butique de carnes que opera paralelamente ao restaurante. A ideia é manter com isso a operação aberta por mais tempo, das 9 horas ao último cliente do salão, que funciona de terça-feira à domingo.

“Eu preciso ter escala porque meu produto é caro. O segredo é ter volume para comprar direto do produtor”, conta o empresário, que espera lançar duas unidades por semestre.

Cinco indícios de que é hora de crescer
Mão de obra: Se não é possível administrar a sua empresa por conta própria, é sinal de que o negócio está não apenas pronto, mas que já é preciso crescer.
Calmaria: Caso o negócio tenha alcançado a estabilidade, os especialistas dizem que é hora de avançar, sob o risco de estagnar e perder relevância.
Futuro: Segundo apontam os especialistas, é inevitável: setores que estão em expansão acabam por forçar a expansão das empresas.
Negociação: No comércio, ampliar a escala pode representar ao empresário uma capacidade maior para negociar as condições com os fornecedores.
Incentivos: Empresas em expansão tendem a oferecer uma perspectiva de carreira mais atraente para os funcionários e colaboradores

Fonte
Estadão PME

 

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