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Simular situação de desespero ajuda empresário a sobreviver no mercado

Edição: 12/2014

Sua empresa corre o risco de não conseguir sobreviver além das reservas que você acumulou juntando indenizações trabalhistas e a poupança com as vendas do carro e da parte do sítio que herdou de seus avós.






Para transformar qualquer empreendimento em uma fonte relativamente sustentável de renda, de onde você conseguirá arrancar os salários de seus funcionários, o aluguel do espaço que ocupa, os impostos e um pró-labore que não o constranja demais, é necessário simular o pânico dos desesperados todas as horas, de todos os dias.

Se você não tem medo de falhar e é confiante a ponto de se dar ao luxo de consultar calmamente as redes sociais ao longo do expediente; de se prolongar num almoço de negócios, sem ter detalhado previamente a pauta; de ter disponibilidade para resolver um problema doméstico perfeitamente adiável, cuidado.

Cuidado, pois, desde o primeiro instante em que assume a empresa, como sócio majoritário ou não, você deveria ter entrado num simulador de pânico. Porque as variáveis contra o seu eventual sucesso operam a todo vapor.

Os imprevistos estão todos aí, à espreita, prontos para romper um contrato já negociado, que consumiu vários almoços prolongados e que ainda não foi assinado, ou escancarar um erro cometido por você ou por seus subordinados.

Sobreviver num simulador de pânico é ótimo para os negócios. Você só perceberá as vantagens quando descobrir no sucesso de alguns de seus concorrentes, o foco implacável dos que ultrapassaram a barreira do pânico permanente, simulado ou não.

São empresários que aprenderam a dirigir suas organizações absolutamente focados nas nuances do negócio que administram. Apesar de, com o tempo, aprenderem a simular naturalidade e serem mais ou menos agradáveis no trato e nas negociações de novos acordos.

Basta uma escorregadela de seus interlocutores que estarão atentos e prontos para assimilar a informação que escapou e que será usada, rapidamente, na alavancagem dos acordos em andamento ou para se transformar em vantagem competitiva para a empresa que dirige.

Esse foco implacável premiará os empresários que se jogarem de corpo (e principalmente de alma) nos simuladores de pânico. E, mais tarde, caso se tornem relativamente estabilizados no mercado, poderão até se dar ao luxo de simular para seus interlocutores e concorrentes a imagem de "vencedores de bem com a vida".

Marco Roza é diretor da Agência Consumidor Popular e estrategista de novos negócios

Fonte
UOL Economia
 

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Comentários (1)

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Preciso muito de ajuda.tenho uma empresa a quatro anos e estou trabalhando no vermelho.preciso de orientação
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Olá Sandra;

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