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Produção sustentável

Edição: 01/2011



Os primeiros indivíduos a serem afetados pelo desempenho da empresa são os consumidores. É necessário, e mesmo vital para a empresa, que eles se sintam satisfeitos por um longo tempo após a compra do seu produto ou utilização do seu serviço.

Os funcionários também sofrem diretamente os efeitos das ações da empresa. A empresa deve se esforçar para pagar-lhe bem, respeitando-o como ser humano e dando-lhe a oportunidade de crescer como pessoa no seu trabalho. Isto é importante para o aporte de conhecimento.

Finalmente, a comunidade em que se insere a empresa deve ser respeitada através do controle ambiental, evitando-se que a empresa polua o meio ambiente. A qualidade total só pode ser atingida quando esses objetivos organizacionais são priorizados. Uma empresa deve ser sustentável em todos os processos e com relação a todos os recursos, estando muito em pauta sua interação com os recursos naturais.


Como alcançar o desenvolvimento sustentável
O controle de processo é a essência do gerenciamento em todos os níveis da empresa. O primeiro passo para atingi-lo é a compreensão do relacionamento causa x efeito. Sempre que algo ocorre (efeito, fim, resultado) existe um conjunto de causas (meios) que podem ter influenciado. Isso quer dizer que uma interferência negativa no meio ambiente poderá causar um efeito igualmente negativo.

O termo desenvolvimento sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1980, em um documento intitulado World Conservation Strategy, produzido pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e pela WWF (World Wide Found for Nature).

Considerando-se que o homem não pode deixar de ser um organismo consumidor para tornar-se um produtor, um criador de matéria orgânica ou mineral, a única alternativa consiste em reprogramar, o mais rápido possível, a relação que estabelece com a natureza (principalmente no tocante às indústrias), de modo que sua produção deixe de ser predatória e exploratória.

As empresas terão aderido à produção sustentável quando evitarem colocar em risco a atmosfera, água, solo e os ecossistemas. Esse processo consiste, portanto, no uso harmônico dos recursos, de modo que os programas econômicos, o desenvolvimento tecnológico, o crescimento populacional e as estruturas institucionais não interfiram tão agressivamente no meio ambiente. Deste modo, é possível elevar a potência de progresso humano atual e futuro.

Graças ao incentivo à produção sustentável, parece haver razões para otimismo moderado com relação à harmonia entre desenvolvimento e meio ambiente. Prova disso são as evidências de que o avanço tecnológico pode contribuir para o melhor controle da poluição ambiental, pois viabiliza o uso mais eficiente dos recursos na produção de bens.

É possível observar que as mudanças sociais e econômicas podem elevar o preço dos recursos naturais (matérias-primas), conduzindo a necessidade de conservação e reciclagem desses recursos em maior escala.

Produção sustentável requer: considerações cautelosas acerca da variedade de objetivos sociais, econômicos e ambientais; postulação de metas prioritárias fundamentadas em discussões e debates públicos; distribuição de recursos; alto nível de liderança política apoiada pela compreensão pública dos empresários; real comprometimento com as ações necessárias.


Educação é o ponto chave
A economia passa a ser vislumbrada como um sistema não dissociado da natureza, pois não existe atividade humana sem meio ambiente. Para que se possa observar em que medida a produção sustentável tem sido viável, é necessário expor as técnicas e métodos utilizados para algumas empresas. Tomemos por exemplo o setor automotivo.

As ferramentas utilizadas pelas empresas para implementar a produção sustentável envolvem a introdução de sistemas de qualidade, normas técnicas de controle e informação, racionalização de processos, capacitação de pessoal e obtenção de economias de escala. Note-se que são aqui destacados dois pontos: o da necessidade de reciclagem e treinamento de pessoal e introdução de sistemas de gestão ambiental (como a ISO 14000).

Por isso, a técnica mais empregada tem sido aquela que lança mão do apelo educacional, qual seja a educação ambiental. As empresas denominadas politicamente corretas buscam elaborar projetos ambientais e desenvolver recursos multimídia para promover a educação ambiental a seus funcionários.


Implantação de programa de produção sustentável na indústria
A metodologia de implantação de um programa de produção sustentável em uma empresa industrial é constituída por uma série de etapas e atividades:

Etapa 01
• Comprometimento da direção e do corpo gerencial;
• Definição da amplitude do programa;
• Constituição do "Ecotime" (grupo de profissionais da empresa, que terá por missão conduzir o programa de produção sustentável).

Etapa 02
• Identificação das oportunidades de produção mais limpa;
• Identificação dos subprodutos, efluentes líquidos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas, incluindo a identificação das causas de sua geração;
• Listagem das oportunidades de melhoria para produção mais limpa.

Etapa 03
• Avaliação técnica, ambiental e econômica de cada oportunidade de produção mais limpa;
• Identificação e caracterização dos principais indicadores do programa de produção mais limpa em implantação:
- Consumo de matéria-prima/ unidade de produto;
- Consumo de água/ unidade de produto;
- Consumo de energia/ unidade de produto;
- Geração de resíduos sólidos/ unidade de produto;
- Custos associados a efluentes líquidos;
- Outros.
• Seleção das oportunidades viáveis de produção mais limpa a serem implementadas (deve ser dada prioridade a alternativas que permitam eliminar ou minimizar na fonte a geração de efluentes líquidos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas);
• Descrição dos benefícios técnicos, ambientais, econômicos, sociais e outros do conjunto de intervenções adotado.

Etapa 04
• Implementação das intervenções propriamente ditas de produção mais limpa.

Etapa 05
• Elaboração do plano de continuidade do programa de produção mais limpa (incluindo avaliação de barreiras e oportunidades).

O aquecimento global e seus efeitos estão presentes em vários aspectos do nosso dia a dia. Para muitos, o ponto crítico já foi atingido.

As medidas necessárias não são mais preventivas, mas corretivas. As pressões são constantes sobre indivíduos e empresas na busca de alterações nos hábitos de consumo, meios de locomoção e na forma com que utilizamos e exploramos os recursos naturais.

A realidade é que não existe apenas uma solução ou um responsável para se atingir produção e consumo sustentáveis. Não é por meio de uma legislação mais restrita ou de uma conscientização maior dos consumidores que as empresas irão mudar suas práticas de negócios, com vistas a reduzir o impacto dos seus processos produtivos sobre o meio ambiente.

A decisão final é sempre tomada com base na análise de custos, viabilidade econômica, efeito nas vendas e, consequentemente, no lucro.

O fato é que resíduos passaram a ter valor. São muitos os exemplos em que materiais residuais são transformados e reutilizados em diversas aplicações. Portanto, a solução não é simples. Envolve o governo, a indústria e a comunidade civil. Consiste de uma série de atividades que se interligam e se complementam.

São leis ambientais, programas de incentivos, suporte técnico, gerando maior conscientização da indústria, conhecimento dos consumidores e transformação de paradigmas. Somos todos responsáveis como consumidores, cidadãos e trabalhadores.


Fonte:
http://www.sebraepr.com.br/portal/page/portal/PORTAL_INTERNET/PRINCIPAL2009/BUSCA_TEXTO2009?codigo=845

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