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Inovação e Empreendedorismo

Edição: 01/2011

Enquanto o empreendedorismo não exige necessariamente que a pessoa seja inovadora, a inovação exige do inovador o espírito empreendedor.

Podemos perceber isso mais claramente quando tomamos como exemplo uma pessoa que investe em uma franquia de loja, restaurante fast food ou em qualquer outro tipo de negócio que depende de uma terceira pessoa que oferece um conhecimento ou uma marca pré-estabelecida. Enquanto essa pode ser considerada uma pessoa empreendedora, ela não é necessariamente inovadora. É preciso esclarecer que não há demérito em ser empreendedor sem ser inovador; afinal de contas, o empreendedor precisa de coragem, determinação, muito esforço pessoal, comprometimento, todos os valores intrínsecos, característicos e próprios destes heróis da gestão de negócios.

Adotando as franquias como exemplo de empreendedorismo que não está ligado diretamente à inovação, podemos dizer que elas, muitas vezes, estão na fase de implementação de algum inovador, que está implantando algo inovador. Ou seja, aquele que criou a franquia pode ter criado algo novo, seja como modelo de negócio, seja com produtos ou serviços inovadores com base tecnológica ou não.

Dessa forma, os empreendedores que estão dispostos a investir nas ideias de outros estão, na verdade, comprando um conhecimento que não possuem e estão também se associando a um grupo de empreendedores que investem na mesma marca ou bandeira. No entanto estes empreendedores ficam limitados aos padrões, à estética, ao comportamento e à criação dos donos da franquia. Estes empreendedores podem até tentar inovar em alguns aspectos que envolvem o seu negócio, mas essa não é a regra.

Assim, as pessoas que têm um perfil empreendedor, mas que gostam de estar livres para inovar e desenvolver suas próprias ideias devem pensar duas vezes antes de se tornarem empreendedores através destes tipos de negócios, pois pode ser bastante frustrante não poder dar suas contribuições e mudar algumas coisas em um negócio que, afinal de contas, também é seu.

Por outro lado, os próprios donos de franquias deveriam buscar ser mais inovadores. Sugiro que eles procurem adotar modelos de gestão da inovação que permitam que os franqueados participem dos processos de inovação dos negócios. Afinal, as próprias franquias em um primeiro momento foram inovadoras por terem criado algo que atraiu outros empreendedores dispostos a investir na sua rede. Ou seja, em um primeiro momento, eles foram inovadores, mas depois querem engessar o modelo porque acreditam ser esta uma fórmula de sucesso que não deve ser alterada.

Até podemos entender que algumas franquias não aceitem mudanças e inovações de forma aleatória, por medo que isso afete o padrão de qualidade, mas isso não é impeditivo para se ter um modelo de negócios que permita a criação de inovações. Um exemplo de franquia que conseguiu superar parte dessa visão engessada foi o Mcdonalds, quando adotou uma nova visão estratégica com uma regionalização de produtos e serviços. Hoje podemos ver água de coco nas redes do Brasil e pão croissant na França. Essas novidades que as franquias adotam não podem jamais perder o padrão de qualidade, mas também não podem deixar de se adequar às mudanças comportamentais e vontades do mercado consumidor em que se está inserido.

Tudo isso serve de exemplo para entendermos que os valores de um empreendedor são similares aos dos inovadores. Por exemplo, percebemos que os empreendedores e os inovadores precisam ter como premissa a interdisciplinaridade ao estudar um assunto, ganhar conhecimento e informação. Da mesma forma, para melhor utilizar a sua imaginação, eles precisam ter um espírito livre, a mente aberta aos novos conceitos, às novas tecnologias e às novas formas de trabalhar.

No entanto alguns empreendedores sem perfil inovador param de estudar e de buscar novos conhecimentos ao atingirem o nível de sucesso que eles esperavam chegar, passando a uma acomodação natural do ser humano. Há também os inovadores que acham que a inovação é um fim em si mesmo. Segundo um dos inventores do primeiro medicamento para o HIV totalmente nacional, quando o produto deixou de ter uma margem de lucro de mais de 10.000% (isso mesmo!), passando a proporcionar "apenas" 200% de lucro, seus sócios deixarem de considerar aquele produto como interessante. Será que essas margens finais ainda não seriam boas o suficiente para gerar recursos para a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos? Ou seja, faltou espírito empreendedor e sobrou espírito inovador.


Fonte:
http://www.arquivar.com.br/espaco_profissional/noticias/dicas-e-noticias-franquias/inovacao-e-empreendedorismo

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