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Por que sua empresa não deve pagar menos para as mulheres

Edição: 02/2015

Enquanto participava de um debate sobre mulheres empreendedoras na área de tecnologia, ouvi do mediador uma pergunta no mínimo interessante: ainda existe preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho? É difícil responder a essa indagação sem analisá-la dentro de um contexto social e histórico.



Ter cromossomos do tipo XX é muito mais fácil do que há um século, quando se destinava às mulheres o papel exclusivo de cuidadora da família e aos homens o de provedor do lar. Os avanços dos direitos femininos beneficiam toda a sociedade e estão sendo conquistados. Mas ainda há muito a fazer pelas mulheres. E também pelos homens. É provável que a guarda compartilhada seja um reflexo direto dessa mudança cultural, em que os papéis estão mais difusos, e o homem não mais se priva do direito de educar seus filhos e conviver com eles.

Mas, na empresa, referindo-me à pergunta do mediador, há uma questão nevrálgica. De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), as mulheres ganham quase 30% menos do que os homens. A pesquisa é realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e esse dado é de 2012. Melhorou na última década. Mas ainda é um ponto de atenção. Isso significa, meu caro amigo, que a sua mulher poderia estar contribuindo com 30% a mais na renda domiciliar. Além disso, caríssimo pai, você não tem desconto de 30% na mensalidade escolar da sua filha. Por que ela vai receber menos quando estiver no mercado de trabalho?

Além da desigualdade de renda entre gêneros, há também as de raça e região. O estudo Estatística de Gêneros 2014 revelou um cenário ainda desolador. Mulheres negras e nordestinas chegam a ganhar 35% do salário dos homens, configurando o menor rendimento médio do país. O estudo mostra diferenças regionais, com o Centro-Oeste, Sul e Sudeste diminuindo um pouco essa diferença entre gêneros na última década, enquanto Norte e Nordeste viram a distância aumentar 2 pontos percentuais. A piora nessas regiões teve impacto internacional. No ranking mundial de igualdade de gênero em 2014, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil caiu nove posições. Estamos em 71º lugar entre 142 países pesquisados. Embora o governo conteste os dados, essa pesquisa é mais atualizada do que a da Pnad.

Escolaridade
Se houve um tempo em que as mulheres não podiam frequentar faculdades, hoje elas são a maioria. Dados de 2010 revelaram que 57,1% dos universitários entre 18 e 24 anos são mulheres. Se olharmos para os graduados, 12,7% das mulheres possuem nível superior completo. Para os homens, esse índice é de 9,9%. Essa não é a única boa notícia. O panorama da última década mostra que o salário das mulheres, embora menor, subiu mais do que o dos homens, apresentando um aumento de rendimento médio de 12,8%. Para eles, esse quadro foi de 7,9%.

Em um próximo post, analisarei os dados do empreendedorismo feminino. As pesquisas são frescas e existe um ponto central que une a questão das mulheres empreendedoras e das mulheres no mercado de trabalho. Esse assunto é de interesse de todos, inclusive dos pais, irmãos, maridos, filhos, tios, sobrinhos etc. Uma idosa dependente é problema dos seus filhos, que por sua vez também se preocupam com o futuro das suas filhas e precisam que as suas mulheres também colaborem com a renda familiar, na maioria dos casos.

Por Silvia Valadares

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

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Comentários (1)

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Bem interessante, adorei a parte que diz que a mensalidade escolar da filha não há o desconto de 30%, por que ela vai receber menos quando estiver no mercado de trabalho. Muitos sabem da capacidade multitarefas de uma mulher, e suas características que a tornam tão eficaz. E mesmo tendo diferença bem menor em relação ao sexo oposto ainda atingir a maior taxa de aumento é a demonstração de reconhecimento e de esforço da mulher em relação ao seu trabalho.
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Olá Jhenifer, Boa Noite!

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