Histórico

Mais votados

Cadastre-se

Preencha os campos abaixo para receber o Boletim do Empreendedor gratuitamente:


O comércio eletrônico brasileiro oferece oportunidades lucrativas

Edição: 02/2015

O comércio digital no Brasil ainda é uma terra de oportunidades. Em 2013, o varejo online faturou R$ 28,8 bilhões e, segundo dados da e-bit (empresa referência em informações sobre e-commerce nacional), já são mais de 51 milhões de brasileiros que compram pela internet.



Um prato cheio para apostas em ideias comerciais inovadoras que atendam às necessidades específicas dos consumidores. Segundo estudo realizado pelo Sebrae, existem mais de 50 nichos para essas empresas investirem no e-commerce, como a venda de fantasias e roupas vintage, acessórios para a prática de voleibol e produtos para a raça canina bulldog, entre outros.

“A chance de um pequeno negócio se destacar na web é muito maior quando ele se especializa em um nicho”, afirma Hyrla Marianna Silva, analista da Unidade de Atendimento Coletivo de Comércio do Sebrae.

Para chegar à lista das 50 oportunidades de negócios eletrônicos, o Sebrae identificou, com base na análise de mais de 50 mil palavras, aquelas mais procuradas em portais de busca mas com baixo nível de concorrência no e-commerce. A maior parte desses verbetes estava relacionada a produtos do varejo mais consumidos pela população, que constam na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. Também foram levados em conta palavras-chave relacionadas na cartilha Ideias de Negócios, do Sebrae, e os verbetes de negócios e serviços mais procurados no portal da instituição.

O estudo com a lista completa de nichos está disponível em: www.sebraemercados.com.br
O publicitário carioca Anderson dos Santos, 32 anos, viu na paixão pelo rock uma possibilidade de negócio. Em 2009, ele criou a Roquenrou.com para vender camisetas estampadas com frases e desenhos relacionados ao universo de bandas que idolatrava. “Eu toco guitarra, tenho uma banda de fundo de garagem, e, naquela época, nada que relacionava moda ao rock me agradava”, lembra. Santos resolveu fazer algumas camisetas para uso próprio e logo começou a receber pedidos de amigos. Hoje, são vendidas no site cerca de 600 peças por mês para clientes de todo o Brasil. Para diminuir os custos, o estoque da Roquenrou é virtual: “Tenho um funcionário que trabalha fixo na parte de estamparia, isso me permite finalizar o produto só depois que já foi vendido”, explica.

Cliente especialista
Para Hyrla, o sucesso de negócios como o Roquenrou depende de conteúdo. “Não adianta entrar em um nicho sem ter conhecimento profundo sobre o assunto, porque o cliente, geralmente, é um especialista.”

Outro ponto fundamental é mensurar a capacidade de crescimento. “É preciso estimar o número de pessoas interessadas em seu produto para ter certeza de que a demanda vai permitir a sustentabilidade do negócio”, diz Hyrla. “Além disso, o pequeno empresário deve identificar nichos associados ao seu para poder crescer.” A Roquenrou aposta em novos produtos para ampliar o faturamento. Neste ano, a empresa deve lançar uma linha de acessórios, como almofadas, luminárias e relógios, com as estampas criadas para as camisetas. “Quero crescer dentro do meu nicho e criar outros produtos para aumentar o tíquete médio”, afirma Santos.

Empreendedorismo materno
Foi depois da maternidade que a empresária Rebeka Viana, 37 anos, resolveu abrir um negócio voltado para crianças de zero a cinco anos. “Quando minha filha nasceu, em 2010, comecei a perceber que os brinquedos eram caros demais para a vida útil relativamente curta que tinham. Também era difícil encontrar espaço dentro do apartamento para guardá-los”, lembra.

Rebeka procurou lojas em Brasília onde pudesse alugar brinquedos para a filha, mas encontrou apenas em São Paulo. Nascia assim a ideia da Curumim Feliz, loja online dedicada ao aluguel de brinquedos que Rebeka colocou no ar em agosto de 2013. “Foram quase três anos de planejamento, fiz vários cursos no Sebrae, desenhei meu plano de negócios e pesquisei brinquedos ao redor de todo o mundo”, conta.

Curadoria
Para divulgar o negócio, a empresária fez parcerias com blogs de mães. “Alugava os brinquedos sem custo para as blogueiras contarem suas experiências”, diz. Hoje, a Curumim tem mais de mil clientes cadastrados e não consegue atender à demanda. “Temos brinquedos com mais de 400 pessoas na fila de espera.”

De tanto pesquisar listas de brinquedos premiados para decidir quais comprar para a loja, Rebeka virou uma especialista. E a Curumim passou a ser procurada para dar consultoria a empresas e escolas que desejam montar áreas de recreação para bebês. “Não previ esse tipo de serviço, mas acabei sendo vista como uma curadora”, afirma a empresária, que sonha em transformar o negócio em franquia. “É bem mais fácil trabalhar com algo que você tem afinidade, as chances de sucesso são maiores. E todo mundo deve observar as próprias necessidades, pois quase sempre existirão outras pessoas com o mesmo problema, atrás de uma solução.”

Fonte
Empreender Sebrae

 

Deixe seu comentário:









Digite este número...

O que você achou desta matéria?

Vote e ajude-nos a melhorar.



Os seu e-mail e o seu CPF não serão exibidos nos comentários. Eles serão guardados em nossa base para podermos atender você, cada vez melhor!

Boletins especiais