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Com a nova classe C, surgem oportunidades para as pequenas empresas

Edição: 02/2011



O país cresceu, o crédito aumentou e uma nova classe C consumidora surge nesse cenário, com dinheiro para gastar e demandas por serem atendidas. Emerson Morais Vieira, gerente de desenvolvimento do SEBRAE/SP, lembra que o mercado consumidor está se descentralizando. “Cidades pequenas e médias também começam a apresentar um aumento de renda da população”, diz.

Dessa forma, há bairros de periferia e até cidades onde há gente com dinheiro para gastar e para quem as grandes empresas ainda não têm produtos e serviços direcionados. “As pequenas têm de fazer o que as grandes não estão fazendo porque são mais ágeis. Estamos vivendo um momento de mudanças de hábitos de consumo enormes, que trazem um milhão de oportunidades”, afirma o consultor da A Ponte Estratégia André Torreta, especialista em Classe C.

Ele cita os produtos e serviços que podem ser oferecidos no momento em que esse público de classe C está se deslocando de casa para o trabalho ou do trabalho para a faculdade. Uma série de possibilidades, desde alimentação até vestuário, incluindo produtos e serviços que ainda não tenham sido criados. “As pessoas chegam a passar quatro horas por dia no trem, no metrô, no ônibus. Quem olhar direito aí vai encontrar oportunidades”, explica.

Na educação para adultos também há diversas possibilidades de negócios para as pequenas e médias empresas (PMEs), de acordo com Torreta. “Muitos brasileiros precisarão aprender inglês nos próximos quatro anos por causa dos grandes eventos que ocorrerão no país”, lembra.

Além disso, há também um aumento expressivo no contingente de universitários. Esses estudantes estão cursando faculdades e cursos de acordo com as suas possibilidades financeiras (a mensalidade que cabe no bolso de cada um).

Mas, para conquistar melhores posições no mercado de trabalho, precisam buscar qualificações complementares. “A formação desse público é deficitária e há espaço para quem estiver disposto a ajudá-los nessa caminhada, seja com serviços ou com crédito”, ressalta Torreta.

Outra figura na qual o empreendedor deve estar atento é a mulher da classe C. Segundo o consultor, 41% da renda familiar desse público vêm da mulher, que antes tinha seis filhos e hoje tem apenas dois, em média. “Isso significa que sobra dinheiro para as suas necessidades individuais também. Há algum tempo, doava-se a roupa que não se usava mais para a empregada doméstica. Agora elas estão comprando sua própria roupa”, complementa.

Com mais poder aquisitivo, a tendência é que essas pessoas tornem-se consumidores mais sofisticados e as PMEs ganham se tiverem ofertas customizadas. “As empresas menores não podem concorrer com preço porque não têm escala. Seu diferencial geralmente é conquistado a partir da percepção de uma necessidade de um nicho e do relacionamento com o cliente”, alerta Vieira, do SEBRAE/SP.

Nesse sentido, Torreta chama a atenção para o fato de nas periferias ainda haver uma carência de varejo formal, ou seja, mercados mais equipados para atender a essas novas demandas da classe C.

Ao se falar em sofisticação do consumo, vale lembrar de uma lição básica de marketing, que diz respeito às funções primárias e secundárias dos produtos. “A função primária do carro, por exemplo, é locomover. Só que ninguém coloca a mão na carteira por causa da função primária”, diz Alessandro Saade, diretor da Educationstore, especializada em educação corporativa. “Se não souber qual é a função secundária do seu produto, daqui a pouco ele vai deixar de existir porque não tem apelo comercial.”

A experiência dele ilustra de maneira interessante como produtos mais sofisticados também podem chegar à classe média. “Em 1997, era um dos sócios de uma importadora de cerveja e queríamos aumentar o consumo das chamadas cervejas gourmet. Tudo que foi feito foi uma construção de uma relação intensa com o cliente para que percebesse valor desse produto. Ou seja, sua função secundária. Conseguimos isso falando com consumidor de vinho e uísque. Quando esse público passou a apreciar a cerveja gourmet, outros consumidores também passaram a comprar.”


Fonte:
http://www.humanasaude.com.br/novo/materias/2/com-a-nova-classe-c-surgem-oportunidades-para-as-pequenas-empresas_15984.html

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Comentários (3)

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olá , estou montando um estudio fotográfico e preciso de opiniões sobre novos produtos se estiver algumas idéias , ficarei muito agradecido..obrigado . att. edgar will
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Será que as grandes empresas não poderiam ampliar sua aproximação junto a nova classe C disponibilizando ou intensificando franquias?
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Será que as grandes empresas não poderiam ampliar sua aproximação junto a nova classe C disponibilizando ou intensificando franquias?

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