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Você já ouviu falar do startupreneur?

Edição: 05/2015

Alguns dados apresentados na última pesquisa sobre “Empreendedorismo no Brasil”, realizada em 2013 pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), com o apoio do Sebrae, mostram os novos rumos da atividade empreendedora no país.



Atualmente, a população economicamente ativa no Brasil é estimada em 123 milhões de indivíduos correspondendo às idades de 18 a 64 anos, sendo que a faixa etária com maior taxa de empreendedores (TEA) é a de 25 a 34 anos (21,9%). Cada vez mais os jovens estão empreendendo. No grupo de empreendedores iniciais, essa mesma faixa etária representa 33,1% do universo estudado.

As mudanças são evidentes e potencializam um novo perfil de empreendedor cada vez mais conectado, preparado, informado, capacitado. Um ponto apresentado na mesma pesquisa e que pode facilitar o entendimento dessa transformação é o fato de que o processo de empreender está em transição entre um modelo orientado da eficiência para a inovação.

Pensar fora da caixa cada vez mais é um diferencial competitivo para os novos negócios. Por coincidência, ou não, (acredito que não!) todas essas características fazem parte do cotidiano e do DNA das pessoas que buscam criar uma startup.

Um novo perfil de empreendedor que podemos chamar de “STARTUPRENEUR”. Além da juventude que naturalmente traz coisas novas para o processo de empreender, esse novo perfil já nasce potencializado pelo pensamento colaborativo e considera o “erro” como aprendizado positivo. São fórmulas simples e que funcionam.

A preferência por escritórios compartilhados, a escolha por metodologias enxutas de gestão dos negócios, o processo de otimização da comunicação e de entendimento do cliente para a validação de sua ideia, tudo isso fortalece a nova forma de ver o mundo dos negócios e, de maneira direta ou indireta, acabam por democratizar o empreendedorismo.

Enfim, tudo isso se dá pelo potencial do mundo digital… Digital? Quem falou em digital? Até esse parágrafo não tínhamos tocado no assunto. Independentemente, digital ou tradicional, fazer a diferença sempre foi, é e sempre será uma questão comportamental acessível a todos, sem restrições.

Por Márcio Brito

Fonte
Revista Exame

 

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