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Crise x inovação = receita de sucesso para o momento

Edição: 07/2015

Olá, boa tarde, como vai?

Bom, hoje eu gostaria de publicar aqui no blog uma entrevista que dei para a Agência Sebrae, sobre os 5 milhões que chegamos no mês de Maio.

Modalidade de empreendedorismo, que envolve faturamento anual de até R$ 60 mil, cresce, muitas vezes, por necessidade; sucesso depende de trabalhar a gestão da empresa



Em tempos de crise na economia, uma modalidade de empreendedorismo vem se destacando no País: os microempreendedores individuais (MEI), aqueles com faturamento anual de até R$ 60 mil. Cinco anos depois da criação dessa figura jurídica – instituída por lei em 2009 –, o Brasil bateu a marca de 5 milhões de MEI neste mês de maio. O número é alto, se comparado ao crescimento dos outros portes de empresas, e o ritmo vem se acelerando.

“Temos percebido que ainda há pessoas que estão empreendendo mais por necessidade do que por oportunidade. Muitos perdem o emprego, se veem sem renda e decidem abrir um negócio. E essa modalidade é a preferida por questões como rapidez e facilidade de abertura e baixa tributação”, analisa a consultora do Sebrae/PR, Juliana Schvenger, gestora do MEI na região de Curitiba. Ela ressalta que, de um rol de 15 milhões de empresas existentes no Brasil, 36% são MEI.

O dado mais recente disponível no Portal do Empreendedor mostra que, até 30 de abril, eram 4,8 milhões de MEI brasileiros cadastrados. Um ano antes, essa modalidade totalizava 3,9 milhões de empresários. A maior concentração está em São Paulo, com 1,2 milhão de MEI, seguido de Rio de Janeiro, com 589 mil. Minas Gerais tem 525 mil MEI, a Bahia, 311 mil, Rio Grande do Sul contabiliza 269 mil e Paraná, 266 mil. Roraima é o estado com menor número de microempreendedores individuais, são 9,5 mil.

De acordo com a consultora do Sebrae/PR, não é possível mensurar se o mercado tem espaço para todos. Ela ressalta, no entanto, que trabalhar a gestão da empresa é a receita para o sucesso. “Terá sucesso no seu negócio quem oferecer inovação e criatividade. Não basta ser um concorrente de alguém, precisa oferecer algo novo, diferente do tradicional, por isso, a criatividade faz a diferença. Esses têm resultado”, ensina.

Por onde começar? Quais os primeiros passos para abrir um negócio com boas chances de sucesso? “É necessário se preparar. Faça os cursos, venha ao Sebrae conversar, tire informações, observe o mercado. A necessidade do cliente é aquilo que eu ofereço? Se não, preciso inovar”, detalha Juliana.

Uma análise correta do mercado é fundamental, sobretudo, durante crises econômicas. Saber se o produto que se pretende oferecer continua tendo saída em momentos mais difíceis para as finanças do consumidor é um passo seguro para o sucesso do empreendimento. “Também é necessário fazer controles diários, de fluxo de caixa, vendas. Um controle básico do dia a dia, nem que seja manual, só para saber quanto houve de receitas, vendas mês a mês. Tudo isso é parâmetro para tomar decisões de reduzir custos, optar por outros produtos para oferecer ao mercado”, explica a consultora do Sebrae/PR.

O Sebrae oferece atendimento gratuito para os microempreendedores individuais formalizados, por meio de orientações semanais com os consultores nas Salas do Empreendedor do Estado e também nas Oficinas SEI, que, durante quatro horas cada, trabalham vários temas. Entre eles, estão SEI Vender, SEI Planejar, SEI Comprar, SEI Unir Forças, SEI Controlar Meu Dinheiro, SEI Empreender, SEI Crescer.

As Salas do Empreendedor, espalhadas por 109 cidades do Estado, também são o lugar indicado para interessados em se formalizar na categoria MEI. Nesses locais, mantidos pelo poder público municipal, é possível receber informações, capacitações e soluções de maneira gratuita. Os endereços e a programação das oficinas podem ser consultados na página http://www.sebraepr.com.br/passeaqui/.

Ivani viu faturamento triplicar

Quando se viu desempregada, em 2010, Ivani Poskai Mendes, da região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), começou a costurar bolsas para vender. “Mas a concorrência era muito acirrada”, recorda. Sabendo das habilidades manuais de Ivani, um vizinho carvoeiro sugeriu que ela fizesse alças para os sacos de carvão. “Meu marido trabalhava em tecelagem, então, tinha o material. Depois de um ano, ele perdeu o emprego e veio me ajudar.”

Cinco anos depois, a microempreendedora individual fabrica de 100 a 200 mil alças por mês, para atender 20 diferentes clientes. O faturamento triplicou de um ano para cá, e ela confessa que não tem dado conta de toda a demanda. “Minha mercadoria é quase exclusiva e de muita qualidade. Preciso só crescer na parte de gerência do negócio, cativar clientes”, projeta.

Artesão há 25 anos, Hamilton Antonio Vieira Leite, de Santa Felicidade, em Curitiba, percebeu a necessidade de se formalizar em 2010. “Não pagava INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Além de não me aposentar, se ficasse doente, não teria um seguro”, explica. A opção pela modalidade MEI foi a que melhor se encaixou na realidade do empreendedor, que, sozinho, fabrica uma média de três peças de vime natural por dia.

Leite conta que, depois de muitos testes e observação, decidiu se especializar em dois produtos: um berço moisés e um carrinho de boneca, ambos de vime. “Aqui em Curitiba tem pouca gente que faz, e o diferencial do meu produto é o acabamento. Ele é mais bem-acabado e, por isso, tem um preço um pouco mais alto também”, explica ele, que entrega os produtos nas lojas.

Para fechar a nossa análise sobre o tema de hoje, gostaria de compartilhar um desenho da Turma da Mônica que resume tudo o que falamos até aqui.

Existe crise? Economicamente pode até existir, mas quem fará a diferença é você. Portanto sonhe e concretize seus sonhos. É de pequeno que faz grande!!!

Boa semana para você!



Por Juliana Marina Schvenger

Blogs SEBRAE/PR 

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Comentários (1)

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boa tarde eu gostaria de abrir uma loja faco bordados em casa em cheirinho de bebe se eu eu montar uma loja como esse tipo eu teria que comprar uma maquina pra fazer croche rapido que se chama picueta ela custa 5000 sera que compensa essa e minha duvida gostaria muito sera que posso e devo arriscar
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 Olá Loicir, Bom Dia!

Obrigado pela sua participação no boletim! São muitas suas dúvidas, e será necessário elaborar um plano de negócios para verificar se realmente é viável.

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