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Empresas usam WhatsApp para fazer vendas, propaganda e até entregas

Edição: 07/2015

Cada uma das vendedoras da loja Pitanga Wear, em São Paulo, tem um tablet a sua disposição. Assim que chegam, pegam os aparelhos e vão direto para o WhatsApp, cheio de mensagens.



Mas nada de bater papo. O aplicativo é usado para divulgar fotos das novidades que chegam todos os dias na loja, com oito anos de mercado e que vende no atacado e no varejo, em shopping do bairro do Brás, em São Paulo.

A venda toda é fechada ali, conta Fernanda Morelli, 34, gerente de marketing da empresa: "O cliente envia os dados do cartão ou uma foto dele e fechamos a compra."

Morelli diz que a adoção do sistema reduziu a conta de telefone da empresa em 70%. Hoje, as vendas pelo aplicativo são 30% do total.
A facilidade e agilidade do WhatsApp para troca de mensagens, a economia que gera e a maior proximidade que cria com os clientes têm levado pequenos empresários a tentar diferentes formas de aproveitar o aplicativo em seus negócios.

Fabiana Avesani, 42, que vende roupas em modelo de consignação, conta que cria seis grupos de 50 clientes semanalmente para divulgar peças novas.
Avesani explica que as consumidoras descobrem seu telefone a partir do seu perfil no Facebook, Fabi Store, que traz o número do seu celular.
Assim, ela garante que só adiciona clientes interessadas em receber as mensagens promocionais, em vez de incomodar quem não procura seu serviço.
"Escrevo no grupo que tenho novidades e pergunto quem quer receber para experimentar. Tem dia que sou acordada por gente querendo roupas e acho ótimo, porque é sinal de vendas."

AMIGO DE TODOS
Já a tática de Rafael Ferraz, 32, para divulgar cursos on-line da empresa Titan, da qual é revendedor, é atirar para todos os lados -neste caso, todos os grupos em que considera que estão clientes em potencial.

Ele conta que descobre nas redes sociais administradores de grupos relacionados ao aprendizado de idioma ou de escolas e pede para ser incluído. Quando aceito, faz suas vendas.

Ferraz admite haver grupos que rejeitam sua propaganda, mas encara isso como parte natural do trabalho.

"A gente tem que ser bem cara de pau, como todos os empresários e vendedores. Se [o empreendedor] não tiver a flexibilidade de ir atrás de seu dinheiro, não tem como."

No negócio desde fevereiro, ele diz conseguir cerca de R$ 3.500 ao mês.

Mas a ferramenta nem sempre é aplicada sem algum transtorno, afirma Marciliano Freire, 36, dono da pizzaria Plum, em Diadema (SP).

Ele implantou o WhatsApp para o delivery em janeiro. Os clientes gostam, mas o atendimento pode ser caótico quando o movimento é alto.

"Só uma das atendentes fica no WhatsApp. Às vezes ela fica sem o que fazer, em outras não dá conta."

Segundo Freire, o maior problema é a impossibilidade de acessar a mesma conta em computadores diferentes para garantir respostas mais rápidas às mensagens.

Muitas vezes, quando consegue atender a mensagem de um cliente, ele já desistiu e fez o pedido pelo telefone.
"É perigoso, pois a empresa pode parecer lenta. Mas vou continuar tentando."



Por Filipe Oliveira

Fonte
Folha de São Paulo
 

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