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Influenciadores da web chamam a atenção de empresas brasileiras

Edição: 10/2015

 Produtores de conteúdo da web são cada vez mais influentes no mundo real. Além de alguns se tornarem verdadeiras celebridades, muitos outros estão conquistando espaço nos meios tradicionais de comunicação e, principalmente, estão se tornando referência no mundo da publicidade.

E o Brasil não fica de fora dessa. Na quarta, 23, o Twitter lança no Brasil o Niche, uma plataforma que conecta empresas e pessoas influentes da web. O funcionamento é simples: influenciadores se cadastram no site e passam por uma avaliação.

Se aprovados, eles passam a integrar o banco de produtores de conteúdo do Niche. Quando uma empresa quiser contratar alguém para falar sobre a marca, basta entrar na plataforma - ainda sem concorrentes no País - e procurar algum influenciador que se encaixe no perfil.

Este, por sua vez, irá criar materiais sobre produtos da marca que conversem com o que já visto nas suas redes sociais. Este lançamento, porém, chama a atenção para um outro fator.

Com exceção dos EUA, o Brasil é o primeiro a receber a plataforma comprada pelo Twitter no começo de 2015. "O País é um fenômeno no campo dos produtores de conteúdo", conta Guilherme Ribenboim, vice-presidente da rede social para a América Latina.

"É possível encontrar influenciadores da web em todo o Brasil, de todas as áreas imagináveis." Essa pluralidade de nichos cobertos pelos chamados influenciadores da web talvez seja o fator que chamou a atenção de marcas brasileiras.

Era uma possibilidade de conversar com diversos públicos, que não estão presentes nos meios tradicionais. Nos últimos anos, anunciar em veículos virtuais virou uma verdadeira caçada. Lucas Rangel, por exemplo, é o brasileiro mais seguido no Vine, rede social para vídeos curtos. Fecha contratos anuais com diversas empresas tradicionais, como Coca-Cola, McDonalds e Bradesco.

Assim, ele produz vídeos para suas redes com essas marcas como tema e que, segundo cálculos do próprio Niche, possui alcance de quase 4,5 milhões de pessoas.

O melhor disso, para as empresas e para o rapaz, é que todo os seguidores assistem e se interessam pelos anúncios. Afinal, o conteúdo se aproxima de tudo o que é visto nas suas redes. "As marcas perceberam que é melhor falar com os clientes através de um intermediário. No caso, os influenciadores da web", conta Lucas. "Então, ao invés de ficar algo muito maçante, muito chato, fica algo mais leve. Não fica uma publicidade tão incisiva."

A busca por influenciadores da web não fica só nos vídeos. Maurício Cid, do Não Salvo, também é extensivamente procurado por empresas. Segundo ele, uma média de 10 marcas o procuram diariamente para realizar anúncios no site, que já conta com quase 3,5 milhões de seguidores apenas no Facebook.

"As pessoas mais influentes do mundo é a galera da web", comenta Cid. "As empresas viram na web uma maneira de se aproximarem mais do público", comenta o criador do Não Salvo. "Se você pega um ator de televisão, cria um distanciamento. Você não tem a sensação de que vai encontrar o Caio Castro na rua. Agora, um vlogger e um blogger são mais próximos. As pessoas se enxergam neles."

De acordo com Lucas Rangel e Maurício Cid, as empresas também estão se mostrando cada vez mais receptivas com os modelos criados pelos produtores de conteúdo. "Antigamente, algumas marcas mandavam textos prontos para a gente apenas copiar e colar no blog", conta Maurício. "Agora, elas estão aceitando a nossa linguagem. A gente deixa o material de um jeito que fica igual ao restante do conteúdo visto no Não Salvo. Fica menos invasivo e as pessoas gostam mais. É melhor para todos."

O futuro, de acordo com os dois criadores, é promissor. Lucas ressalta que a TV deve ser suprimida, nos próximos anos, pela web. "Nos últimos dois ou três anos nos EUA, a internet registrou um maior investimento do que a TV. E isso é natural. Afinal, quem comanda o conteúdo na web é o próprio influenciador. Dá para achar um meio de conversar melhor com o público-alvo."

Para Cid, a imagem dos produtores de conteúdo virtual foi totalmente recriada. "Antigamente, viam as pessoas da web como o "gordinho nerd" que fazia algumas coisas na internet", diz Cid. "Agora, já mostramos para todo mundo que temos uma grande importância. Somos influenciadores."

Fonte: PEGN

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