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30% das pequenas empresas não possuem relacionamento com bancos

Edição: 12/2015

A falta de crédito é um dos maiores obstáculos no Brasil para o crescimento dos pequenos negócios. Em busca de soluções para destravar o acesso aos financiamentos, o Sebrae realizou pesquisas que mostram, em profundidade, a relação dos negócios de pequeno porte com o sistema financeiro.

Os resultados foram apresentados no Fórum de Cidadania Financeira, organizado pelo Sebrae e Banco Central, em Brasília.

O principal dado da pesquisa é que, no Brasil, 30% dos pequenos negócios não possuem qualquer relacionamento com os bancos comerciais como pessoa jurídica. Quanto menor a empresa, mais distante ela está do sistema financeiro.

Desse universo, as empresas de pequeno porte (EPP) são as que mais se relacionam com os bancos (93%), seguidas de perto pelas microempresas (ME), com 84%. Já entre os microempreendedores individuais o índice é bem menor: 45%.

Segundo o levantamento, os pequenos negócios têm pouco acesso ao crédito, usando os bancos principalmente para movimentar suas contas-correntes. Os empréstimos bancários, de acordo com a pesquisa do Sebrae, são apenas a quarta fonte de crédito para os pequenos empreendedores. A primeira fonte são os pagamentos a prazo oferecidos pelos fornecedores.

Dificuldades no acesso

A pesquisa do Sebrae investigou as principais dificuldades enfrentadas pelos pequenos negócios ao pedir empréstimos aos bancos. Juros, burocracia e exigências de garantia são os principais obstáculos indicados pelos entrevistados.

A maior parte dos micro e pequenos empresários possui relacionamento com bancos por meio de conta corrente como pessoa física: 89% entre os EPP, 84% dos ME e 71% dos MEI. Ao pedir empréstimos, porém, a maior parte o faz em nome da pessoa jurídica: 92% dos EPP, 83% dos ME e 54% dos MEI.

Taxas de juros muito altas foram a principal reclamação dos pequenos empresários que pediram um novo empréstimo nos últimos seis meses: 60% entre os EPP, 49% dos ME e 34% dos MEI. Falta de avalista/fiador vieram em seguida para 17% dos MEI, 13% dos ME e 12% dos EPP; e a falta de garantias reais foi o motivo para 15% dos EPP, 13% dos ME e 14% dos MEI. Aproximadamente 30% dos pequenos empresários, no entanto, não tiveram nenhuma dificuldade: 28% dos empreendedores de pequeno porte; 29% dos ME e 27% dos MEI.

Consequentemente a redução dos juros foi a principal ação reivindicada por esses empresários para facilitar a aquisição de financiamentos bancários: 50% dos EPP e ME e 45% dos MEI. Em seguida vêm a redução da burocracia, apontada por 29% dos EPP, 30% dos ME e 32% dos MEI, e maior conhecimento das linhas de crédito, respondidas por 5% dos EPP, 6% dos ME e 8% dos MEI.

Crédito escasso

A maior parte desses pequenos empresários, no entanto, já utiliza algum tipo de financiamento como pessoa jurídica. Pagamento de fornecedores a prazo é utilizado por 76% dos EPP, 72% dos ME e 53% dos MEI. Já o pagamento com cheque pré-datado é utilizado por 57% dos EPP, 51% dos ME e 34% dos MEI. Cartão de crédito empresarial, cheque especial e empréstimo em bancos oficiais aparecem na sequência, com índices que variam entre 20 e 30%.

Obtenção de capital de giro, compra de mercadorias para revenda e compra de máquinas e equipamentos são os principais motivos que levam os pequenos empresários a pedir novos empréstimos em banco. Capital de giro vem em primeiro lugar para EPP (64%), ME (62%) e MEI (44%); compra de mercadorias vem em segundo: 28% dos EPP, 27% dos ME e 43% dos MEI; e compra de máquinas para 31% dos EPP, 27% dos ME e 36% dos MEI.

A principal razão dos bancos para não conceder empréstimos para as pequenas empresas é a falta de linha de crédito para o perfil do empreendimento. A resposta foi dada na mesma proporção – 27% - para empresas de pequeno porte e MEI e para 17% das microempresas. Conta corrente ou empresa muito nova foi o motivo para 5% das EPP, 3% das ME e 11% dos MEI; e saldo médio em conta insuficiente para 10% dos MEI e 6% das ME. Já as EPP não tiveram esse motivo alegado.

Na comparação entre os valores pedidos e o que foi efetivamente emprestado pelos bancos, os MEI perderam para as pequenas. Dos R$ 13 mil pedidos, em média, pelos microempreendedores individuais, somente R$ 9,6 mil (72%) são efetivamente emprestados. Esse percentual sobe para 87% para microempresas (R$ 36 mil pedidos e R$ 31,3 mil emprestados) e 92% para empresas de pequeno porte (R$ 56 mil solicitados contra R$ 51,5 mil depositados).

Fonte: PEGN

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Comentários (2)

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Acredito que a fases na vida em que Vc erra porém aprende também, é aí Vc tenta se reerguer aí surgem as grandes dificuldades e essa falta de confiança e de oportunidade dos bancos e empresários desanima qualquer empreendedor... E como começar ou levar adiante uma ideia empreendedora sem oportunidade? Como renegociar o que se deve se Vc vai tirar de onde já não tem sem repor? Sou um Mei iniciante e facilito para os comerciantes que tem grandes dificuldades com os concorrentes e obtenho grandes resultados.
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 Olá Sidney, Bom Dia!

Obrigado pela sua participação no boletim! Parabéns pelo resultado. O Sebrae disponibiliza diversos cursos gratuitos. As inscrições para o curso podem ser feitas pelo endereço http://www.ead.sebrae.com.br/. Ou diretamente neste link: http://www.ead.sebrae.com.br/lista-de-cursos/
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o que se observa que os pequenos empresários faz se pouco tempo que saiu da informalidade. muitos bancos ate mesmo para abrir conta exige no minimo 12 meses para se emprestimo CNPJ , dificulta a vida do empreendedor até porque o volume de dinheiro que eles movimenta é pouco acaba sendo avista o serviço. Fator -dificuldade em comunicação com o banco. -oferta que não condiz com a realidade. -burocracia tempo de espera

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