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O que aprendemos com a falta de estratégia da Nestlé

Edição: 06/2016

Se você tem trinta anos ou mais, deve ter vibrado quando descobriu que o chocolate Milkybar, da Nestlé, voltaria a se chamar Lollo, com vaquinha na embalagem e tudo. Afinal, trata-se de um clássico dos anos 80. Um produto que seguiu imbatível nas vendas até que a empresa suíça deu a ordem de mudar tudo: nome, embalagem, posicionamento etc.

Resultado: cerca de vinte anos depois, o Milkybar praticamente sumiu dos mercados brasileiros. Até que, em 2012, a Nestlé resolveu relançar o simpático chocolatinho. Hoje, a companhia já avalia que pode até recuperar as vendas perdidas nesse período.

Existem inúmeros casos parecidos, de empresas de todos os portes. São exemplos que mostram que, antes de partir para o mercado, é fundamental que se tenha uma estratégia bem definida. Ainda mais quando se trata de uma empresa no início das operações, já que ela certamente não terá o fôlego da Nestlé para correr atrás do prejuízo.

Pois é, a questão da estratégia é determinante para o bom andamento de um novo negócio. Neste artigo sobre o tema, o venture capitalist Fred Wilson conta que existem alguns erros clássicos que, se cometidos, podem comprometer gravemente a gestão, antes mesmo dela começar. Um deles é fechar o modelo de negócios sem ter estabelecido uma estratégia eficiente. São comuns os casos de startups que desenvolvem um produto, elaboram o modelo e só então partem para o planejamento estratégico que vai lançá-lo e posicioná-lo.

É como colocar o carro na frente dos bois – um equívoco que, guardadas as devidas proporções, foi ilustrado pelo exemplo do Lollo. Wilson aponta para o fato de que criar um novo produto ou um reposicionamento não significa lançá-lo. Significa, no máximo, que sua empresa chegou a um ponto em que o produto oferecido é aceito pelo mercado. E isso pode parecer suficiente para a elaboração de um modelo de negócio, mas não é.
Mas eu nem tenho ideia de por onde começar…

Ora, não se aflija, isso é perfeitamente normal. Existem algumas perguntinhas básicas que você pode fazer para orientar esse início de planejamento. São elas:

- Quem somos?
- Qual a nossa missão?
- Qual a relevância do nosso negócio para o mercado?
- Afinal, aonde queremos chegar?
- Quais os atores envolvidos neste planejamento?
- Quem deve ter participação importante nas análises que traçarão os caminhos da empresa?


Obtidas as respostas e definidos os papeis, chega o momento de reunir o máximo de informações para ampliar sua visão do mercado. É a hora de você conhecer tudo o que se refere à análise de mercado, ao crescimento e ao desenvolvimento de funcionários, aos concorrentes e às áreas e mercados para explorar.

Fonte: Endeavour

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