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Iniciativa quer dar oxigênio para empresas enfrentarem crise

Edição: 07/2016

O Projeto Travessia, lançado oficialmente na sexta-feira (17/06), no 1º Mutirão de Crédito Orientado do Grande ABC, dará oxigênio para que os pequenos negócios enfrentem o período de crise na economia brasileira, assegurando empregos e dando oportunidade para os jovens ingressarem no mercado de trabalho. A ação inclui a linha de crédito de R$ 5 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinada ao capital de giro, além do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE).

“As micro e pequenas empresas, se ajudadas, são aquelas que têm mais chances de manter o emprego. Por isso, buscamos capital de giro, com recursos do FAT, com juros mais moderados e com prazos mais compatíveis”, disse o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. E completou: “em segundo lugar, as empresas devem dar uma reciprocidade social, que é manter o mesmo número de postos de trabalho. Em terceiro, aquelas que tiveram dez empregados ou mais devem contratar um jovem aprendiz a partir dos 14 anos, porque nós sabemos que o desemprego nessa faixa de idade atinge níveis recordes e isso pode agravar o problema da violência”.

O limite de financiamento é de R$ 200 mil por empresa, com prazo de pagamento de até 48 meses e seis meses para começar a pagar. Os empréstimos serão operados pelo Banco do Brasil (R$ 2 bilhões de depósitos especiais do FAT para micro e pequenas empresas) e demais bancos – R$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), originários do depósito constitucional de 40% do FAT. Os juros são entre 17% e 19,5% ao ano.

Do valor total previsto para a linha, 30% dos contratos devem atender a microempresas, que faturam até R$ 360 mil por ano. Os empresários que estiveram ontem no mutirão receberão orientações sobre as linhas de crédito e os recursos do FAT que deverão estar disponíveis a partir da semana que vem.

O presidente do Sebrae enfatizou ainda o papel do FAMPE, que hoje soma R$ 700 milhões para usar como garantia ao empréstimo bancário, desde que com o crédito orientado da instituição. Afif lembrou ainda que o crédito orientado é fundamental para o empresário caso ele necessite, de fato, de recursos. “O problema da empresa pode não ser de crédito e sim de melhoria de gestão”, destacou.

Afif ressaltou que a região foi escolhida para iniciar o Mutirão por conta dos altos índices de desemprego. “O Grande ABC é o epicentro do desemprego por conta da indústria, que é o setor mais afetado pela crise, em especial o setor automotivo”. Mas, por outro lado, elogiou a capacidade de articulação dos municípios da região reunidos no Consórcio e na Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC.

Quarta maior economia do país

A região do Grande ABC é a quarta maior economia do país, atrás apenas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Com forte presença de indústrias do setor automotivo, a região tem sentido os efeitos negativos da crise econômica, que atinge principalmente o setor produtivo. O índice de desemprego na região fechou 2015 com um aumento de 16,5% – contra 10,5% na média do país.

Há 230 mil empresas instaladas na região, sendo mais de 90% de micro e pequeno porte (90,5%). A maior concentração de pequenos negócios está nas áreas de comércio e reparação automotiva. Para o presidente do Sebrae, a experiência do Mutirão de Crédito Orientado deve ser levada para outras regiões metropolitanas do Brasil, mas o cronograma ainda não foi fechado.

Durante o Mutirão, os participantes tiveram acesso a produtos do Sebrae como o Check-Up Empresa – que faz um diagnóstico do atual momento do negócio de acordo com informações do próprio empresário – e aos serviços oferecidos pelo Sebrae Móvel, escritório itinerante que oferece atendimentos individuais, orientações e consultoria individual. Durante todo o dia, instituições financeiras fizeram rodadas de apresentação de seus serviços, e consultores do Sebrae ministraram palestras e deram consultorias sobre finanças, marketing, administração, gestão e área jurídica.

Fonte: ASN

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Comentários (1)

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(43) Estamos realmente precisando de ajuda para mantermos a produção e as portas abertas. Porém, todo e qualquer ¨ajuda¨, seja governamental ou não, ela pára na mesa do gerente; a resposta é sempre a mesma, dinheiro existe, no entanto precisando de uma garantia, a empresa não pode estar protestada, impostos em dia, tem que ter muitas obrigações em dia; se a empresa estivesse com essas obrigações em dia, vocês acham que Ela pleitearia um empréstimo? Ao invés de irmos até às instituições, por que não agendarmos uma visita para que venham às nossas Empresas, e aí sim fazer uma análise das reais necessidades, e a potencialidade do empréstimo retornar à instituição.
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 Obrigado pelo comentário Luis Antonio.

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