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A família mais ajuda do que atrapalha os negócios

Edição: 07/2016

Você sabia que as empresas familiares são melhores? Segundo dados acadêmicos, elas superam as empresas de controle pulverizado em geração de valor e crescimento.

Tudo indica que as famílias têm maior comprometimento em defender seus empreendimentos e agilidade porque podem tratar do que for preciso em qualquer momento. Além do que, as famílias acumulam conhecimento, experiência e rede de contatos que fazem a diferença.

Há mais um motivo: os clientes gostam de empresa que têm dono; e essa característica é o DNA da maioria das empresas familiares. Aquelas em que o fundador está à frente do negócio ou que ele tenha ensinado a seus sucessores a melhor forma de atender o cliente.

Apesar de reconhecerem a importância das pesquisas e dos processos de gestão, as empresas que têm dono ainda deixem espaço para a intuição na hora de tomar decisões. Foi o caso do Alberto Saraiva, fundador do Habib’s: ele introduziu pratos portugueses no cardápio de sua rede de comida árabe apesar das preocupações de seus diretores. Os executivos receavam confundir o cliente com a oferta de bolinho de bacalhau e pastel de Belém, mas foram surpreendidos com o sucesso.

Como transmitir talento e intuição para a próxima geração? A escola do “aprender fazendo” mostra que é na família que os mais novos enriquecem sua bagagem e que irá fazer a diferença quando atuarem profissionalmente. Claro que há críticas de que este processo não é perfeito, basta ver quantos filhos de astros do esporte conseguiram se aproximar do que fizeram seus pais. O que ameniza as preocupações, no caso de empresas familiares, é que o talento de seu fundador molda a cultura da organização. E o jeito que se faz negócios pode ser transmitido e replicado pelas novas gerações.

Certa vez conheci o fundador de um escritório de advocacia que até hoje mantém em seu cartão de visita o telefone da sua própria residência. Qual a razão para isso? Ele quer mostrar ao cliente que ele tem amplo acesso, ele é o “rei”. Isto acontece há quase 50 anos e a tradição é mantida de pai para filho, inclusive para toda a equipe. O fundador e sua família se beneficiam de uma ampla rede de contatos, de boa reputação e, claro, de todo o aprendizado acumulado em sua trajetória.

Mas e quando os tempos mudam e o que sempre funcionou passa a ser ruim? Este é o embate clássico entre tradição e inovação que tira o sono de muitas famílias empreendedoras. A família ajuda os negócios quando permite a “boa briga”, em que se reconhece a necessidade de manter a tradição ou a necessidade inovar.

Isto pode levar a novas estratégias e modelo de negócios. A Dudalina, por exemplo, na época em que ainda era de controle familiar, soube inovar com a linha feminina mantendo a tradição de camisaria que sempre foi. Sônia Hess, a sucessora e presidente do grupo, inovou com base no conhecimento que teve desde cedo na indústria. Ela soube aproveitar a rede de relacionamento da família para acelerar seus planos. Este é mais um exemplo de como a família pode ajudar o desenvolvimento dos negócios.

Fonte: Fabio Mizumoto

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