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O que mudaria no empreendedorismo se Obama fosse brasileiro?

Edição: 09/2016

Você já ouviu falar no Mia Couto? Ele é um dos maiores escritores de Moçambique, um país que, apesar da distância, é muito parecido com o nosso. Em um de seus livros, ele lança uma pergunta: e se Obama fosse africano?

A questão gira em torno da ascendência do atual presidente norte-americano e de como seria um governo dele na África, onde teria que enfrentar um conservadorismo histórico, uma burocracia tremenda e governantes e poderes que há anos se sustentam à custa da miséria do seu povo.

A provocação é ótima e poderia valer para o Brasil. Mas vou aproveitar o gancho e buscar, como empreendedores que somos, ver um outro ângulo, o otimista, aquele do lado cheio do copo. Quem viu a participação de Barack Obama no Global Entrepreneurship Summit, um evento corealizado pelo Governo dos Estados Unidos e pela Rede Global do Empreendedorismo, vai concordar com a gente:

Se Obama fosse brasileiro, os empreendedores estariam muito bem.

Em um dos painéis, o presidente se sentou com Mark Zuckerberg e conversou com outros três empreendedores, um da Ruanda, outra do Peru e uma terceira do Egito, que, aliás, é apoiada pela Endeavor de lá.

Mais do que o papo entre eles em si, que foi ótimo, a imagem transmitida pelo líder da maior potência do mundo aos seus cidadãos é emblemática, de dar inveja. Um Obama totalmente familiarizado com o assunto trocou ideia sobre negócios, perguntou sobre como é o dia a dia das empresas e, claro, mostrou como seu governo está ajudando os empreendedores americanos e de todo o mundo.

Não bastasse esse show de conhecimento, o presidente americano aproveitou o canhão de atenção e mídia que sua posição proporciona e mostrou como aqueles do painel e todos outros tantos empreendedores estão transformando a vida de milhões de pessoas, em todos os países.

Quando Obama se encontra com empreendedores de alto impacto, e essa não foi a primeira vez, ele não está “só” mostrando a sua simpatia em um grande evento. Ele está mandando um recado: o empreendedorismo é importante para os Estados Unidos e para todo o mundo.

O presidente sabe que empreendedores como os do painel, que estão inovando e criando empresas globais, vão transformar a vida de todos.

No Brasil, por exemplo, as empresas que crescem mais de 20% ao ano por três anos seguidos, as chamadas scale-ups, ou empresas de alto crescimento, são apenas 0,7% do total, mas geram quase 45% dos novos empregos da economia nacional, de acordo com o IBGE.

Os Estados Unidos têm uma série de iniciativas para apoiar seus empreendedores, e o presidente usa sua imagem e liderança para fazer uma das coisas mais essenciais em qualquer política pública: se posicionar e posicionar o seu governo. Nesse caso, e para a nossa sorte, a favor dos empreendedores.

Participar de eventos e falar sempre o quão importante o empreendedorismo é para o país não é suficiente, mas é um primeiro passo; é o que “dá o tom” para todo o resto. Sem isso, nenhuma política pública se torna prioridade e transformadora de verdade.

Essa liderança e posicionamento é rara entre as lideranças públicas brasileiras, em qualquer nível, seja federal, estadual ou municipal.

Nós da Endeavor, junto a diversas outras lideranças do empreendedorismo daqui, estamos trabalhando para colocar o tema na agenda de todos os nossos governantes. E você também pode fazer parte desse movimento. Vamos mostrar quanto barulho podemos fazer e dizer que eles não podem mais ficar ausentes nesse papo?

Fonte: Endeavour

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Comentários (2)

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(41) Empreender sempre foi e continua sendo a motriz de qualquer pais. Esperamos que o governo brasileiro, agora renovado, também renove as iniciativas com relação principalmente ao pequeno empreendedor.
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 Obrigado pelo comentário Elenice.
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(41) A burocracia, os elevados custos, o despreparo dos burocratas que nos atendem, em qualquer repartição e em qualquer nível de andamento para abertura de um empreendimento, principalmente micro, mini e médio, onde se é tratado até com menosprezo, levam à informalização, um entrave seríssimo e que tem, também, a situação "fechar uma empresa é muito mais difícil do que abri-la". Começamos a "papelada" para nosso empreendimento em 04 de novembro de 2015 e só conseguimos abrir as portas em 11 de abril de 2016 e AINDA NÃO CONSIDERO 100% FORMALIZADA, pois, devido ao ramo de atividade, queremos a anuência da Vigilância Sanitária, do Instituto Ambiental... Enquanto isso, há a concorrência informal, incoerente, desleal, poluidora. E cria-se uma cultura totalmente errada em relação ao consumidor que NÃO DISTINGUE PREÇO EM RELAÇÃO A VALOR!

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