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5 plataformas para conseguir investidores para o seu negócio

Edição: 09/2016

Nas últimas semanas, a polêmica sobre empresas de financiamento coletivo esteve mais forte do que nunca. Zé Soares, Bel Pesce e Leonardo Young lançaram um financiamento coletivo para abrir uma hamburgueria gourmet em São Paulo.

Os três buscavam R$ 200 mil em dois meses para o restaurante Zebeléo. Em troca, os colaboradores receberiam carimbos, chaveiros, lanches ou uma viagem. Em pouco tempo, o trio conseguiu acumular R$ 11 mil e gerar revolta na internet.

Boa parte das pessoas considerou a iniciativa oportunista e pouco inovadora para usar plataformas de financiamento coletivo. Com tantas críticas, eles decidiram suspender a campanha.

O crowdfunding, ou financiamento coletivo, é uma forma alternativa de financiar ideias usando a colaboração de muita gente. Além de empresas, as plataformas recebem projetos criativos e sociais.

O Kickstarter, maior site do gênero no mundo, foi criado em 2008 e já ajudou mais de 110 mil ideias a saírem do papel, movimentando US$ 2,5 bilhões. “É uma troca entre adultos, pessoas afins que sabem o que estão fazendo”, definiu Yancey Strickler, um dos fundadores do Kickstarter, em entrevista ao Financial Times, em 2014.

Apesar de funcionar para qualquer iniciativa, os sites de crowdfunding acabaram se tornando reduto dos produtos de tecnologia, aproximando jovens empreendedores de novos consumidores.

Entre as campanhas mais bem sucedidas de financiamento coletivo nos Estados Unidos estão o Oculus Rift, primeiro óculos de realidade virtual que conseguiu mais de US$ 2 milhões, e o Pepple Time, um relógio inteligente que conseguiu US$ 10 milhões. No Brasil, uma das campanhas mais bem sucedidas é o Mola, um tipo de lego que ajuda a entender engenharia, que recebeu R$ 600 mil.

Nas redes sociais, o fato dos três jovens serem de classe média alta e de Young ter ganhado R$ 150 mil no Masterchef fez com que as pessoas se revoltassem com o projeto. A revolta com a “hamburgueria inovadora”, no entanto, colocou em cheque o uso dessas plataformas para financiar negócios tradicionais.

Opção ao crowdfunding

Já em andamento nos Estados Unidos, um novo movimento começa a despontar também no Brasil, o equity crowdfunding. Nestas plataformas, ao invés de ter acesso a uma pré-venda, brindes ou pequenas recompensas, os colaboradores viram de fato sócios ou investidores das empresas, que podem ou não ser inovadoras.

Neste mês, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) começou uma audiência pública para avaliar o formato. Por causa dos riscos envolvidos nestas operações, a proposta da CVM é limitar a R$ 10 mil ao ano o investimento total por pessoa. Para investir mais, os investidores deverão informar rendimento bruto anual ou seu patrimônio líquido, com limite de investimento de 10% deste valor. A decisão está prevista para ser divulgada até novembro.

Usados por pequenos investidores, esses sites captam recursos para empresas iniciantes – que faturem até R$ 3,6 milhões - saírem do papel. O valor máximo de investimento por empresa é de R$ 2,4 milhões. Conheça abaixo cinco plataformas que permitem investimentos do tipo e podem ser usados no lugar de financiamento coletivo:

1. Broota

As empresas que estão na plataforma são selecionadas por uma rede de investidores experientes. Qualquer um pode participar do investimento que é feito em sindicatos, através de um Título de Dívida Conversível (TDC), que coloca o investidor como credor de uma dívida e lhe dá a opção de converter essa dívida em participação. As empresas pagam R$ 3,5 mil para estar na plataforma.

2. EqSeed

No site EqSeed, os potenciais investidores encontram uma vitrine de empresas disponíveis para investimento e os valores que elas procuram receber de aporte. Em um primeiro momento, assim como no Broota, eles passam a ser credores da startup e podem virar sócios conforme as condições do contrato. O site não cobra taxas dos investidores, que só repassam um valor à plataforma caso vendam sua participação no negócio. Para as empresas, uma taxa é cobrada quando elas alcançam o valor pedido em investimento pela plataforma.

3. StartMeUp
Através de boletos ou transferência bancária, o investidor pode escolher empresas para fazer aportes. As startups se cadastram no site com metas de captação que precisam ser alcançadas. O valor que o investidor aportar no projeto de captação será proporcional a sua participação na distribuição dos resultados da empresa.

4. EuSócio

A plataforma oferece startups que estão vendendo participação no negócio. O investimento mínimo é de R$ 1 mil. Ao mostrar interesse no pitch da empresa, basta dizer que quer investir e responder a um questionário. Se a empresa conseguir o valor total pretendido, o investidor será notificado.

5. Biva

Com uma abordagem um pouco diferente, a Biva permite que pessoas comuns forneçam empréstimos para empresa. Em troca, elas conseguem rendimentos melhores do que algumas aplicações bancárias. Para as companhias, o site oferece empréstimos para capital de giro, expansão comercial e refinanciamento de dívidas.

Fonte: PEGN

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Comentários (4)

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(21) Sou empresário e estou na busca de sócios para implementar um atraente e inédito projeto na área de entretenimento no Rio de Janeiro, e tenho me sentido também muito frustrado com investidores que estão focados e limitados a empresas startups de tecnologia...
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 Olá Werner, desejamos sucesso na sua busca por investidores. Como você comentou é importante avaliar se os seus objetivos e o dos investidores estão alinhados!
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(19) MUITO INTERESSANTE, GOSTARIA DE TER ACESSO ÀS PLATAFORMAS PARA ANALISE E INDICAÇÃO DE UTILIZAÇÃO
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 Olá Jorge, a maior parte das plataformas tem sites com bastante informação! Obrigado pelo comentário.
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(11) EU GOSTARIA DE SABER MELHOR SOBRE A MATERIA TENHO INTERESSE EM MONTAR UMA CASA DE BOLOS
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 Olá Iara, vamos bucar mais matérias sobre este tema. Continue acompanhando o Boletim do Empreendedor.
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(21) minha empresa existe ha 9 anos e precisa de uma reforma, preciso de um financiamento de uns 200.000,00 gostaria de saber como pleitear.
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 Olá Maria,

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