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Com Time Warner, AT&T pode criar rival da Netflix

Edição: 11/2016

A compra da Time Warner pela AT&T é uma evolução natural da indústria, na avaliação de Randall Stephenson, o diretor executivo da gigante da telecomunicação, feita nesta segunda-feira (24/10) à CNBC. E, segundo o jornal britânico “Financial Times”, pode significar também mais concorrência para a Netflix, já que a AT&T disse que usaria os novos recursos para construir uma plataforma de vídeo que iria rivalizar com o serviço de streaming.

“Os mundos da distribuição e do conteúdo estão convergindo, e nós precisamos agir rapidamente, se quisermos fazer algo realmente integrado, começar a fazer curadoria do conteúdo de forma diferente, a formatá-lo também para esse ambiente móvel, tudo se resume à mobilidade”, destacou o executivo à CNBC.

Os conteúdos dos canais premium HBO, da Time Warner, e os estúdios de filmes da Warner Bros permitiriam que a empresa de telecomunicações acelerasse a criação da plataforma de vídeos, de acordo com o “FT”, citando Randall Stephenson. O jornal ressalta que esse novo produto ajuda a empresa a compensar o enfraquecimento de seu negócio de TV por assinatura.

Já o diretor executivo da Time Warner afirmou que serviços de vídeo por demanda, a exemplo de Netflix e do HBO Now, em breve, devem se tornar algo “universal” nos Estados Unidos. Para Bewkes, os canais de televisão hoje existentes “deviam ser todos eles vídeos on demand”, conforme noticiou o “FT”.

Ao jornal americano, analistas afirmaram que a estratégia da AT&T para ter um produto que possa realmente rivalizar com plataformas como o Netflix é guardar para seu próprio serviço as melhores produções da Time Warner.

E os consumidores não devem ser prejudicados com o negócio de US$ 85 bilhões anunciado no último sábado. Também à CNBC, Bewkes afirmou que as pessoas terão, na verdade, mais opções.

Mas a aquisição pode ter uma consequência negativa para a AT&T. Nesta segunda, a agência de avaliação de risco Moody’s alertou que a nota da empresa de telecomunicação pode ser rebaixada em função do acordo. O rating pode passar de Baa1 para Baa2, a segundo menor nota do grau de investimento na escala da Moody’s. Entre os pontos destacados pela agência está a projeção de aumento da alavancagem da AT&T.

Com as incertezas sobre um possível downgrade e da resistência dos órgãos reguladores, os papéis da AT&T recuaram 1,68% nesta segunda, a US$ 36,86, e os da Time Warner perderam 3,06%, a US$ 86,74.

Os resultados da AT&T referentes ao terceiro trimestre mostraram que o lucro líquido cresceu 11,2%, a US$ 3,3 bilhões, apesar de uma diminuição da base de assinantes.

Fonte: O Globo

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