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O ponto de largada: onde começa a inovação?

Edição: 05/2017

Inovar é uma das palavras de maior peso no mundo empresarial contemporâneo. Em minha experiência como Agente Local de Inovação (ALI) – programa em parceria do Sebrae com o CNPq que tem o objetivo de trazer a cultura inovadora para o dia-a-dia das empresas, tenho notado que os pequenos empresários se perguntam, de modo geral, “como aplicar a inovação em uma empresa? ”, ou “de que modo ela deve iniciar? ”, mas, principalmente, “como inovar sem gastar muito? ”. Neste texto, falarei sobre a fagulha inicial da inovação, de como a semente inovadora pode ser plantada para que seus frutos sejam colhidos, e mostrarei um exemplo real de como isso é possível.

Todos temos um vislumbre do conceito de inovação, e aqui vamos nos limitar a um perfil mercadológico onde ela deve atender as necessidades do mercado e/ou de sua empresa, ser sustentável, e viável do ponto de vista econômico. Em curtas palavras, podemos definir inovação como uma mudança significativa que gerou lucro ou reduziu custos. Como percebido, ela deve dar resultados acima de tudo, caso contrário o empresário estará lidando com um elefante branco. Por isso, para que esses frutos sejam colhidos, ela deve ser feita de forma estruturada e andar de mãos dadas com a gestão da empresa.

Ao abordarmos os fundamentos e princípios básicos da gestão de uma empresa, nos deparamos com a clássica formulação da missão, visão e valores – que nada mais é do que a representação em papel das motivações, características e ambições de uma organização. Esses fatores não só a definem, mas também comunicam a todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com os propósitos da empresa. Aqui chegamos ao x da questão: a comunicação. A ligação com o início do processo inovador acontece principalmente nesse ponto: os clientes e os funcionários precisam perceber o valor, não só da inovação, mas também dos ideais da empresa. Identificação e senso de pertencimento levam ao comprometimento que, por sua vez, aliado a ferramentas que estimulem a geração de ideias e soluções de problemas, criam um processo inovador, contínuo e sustentável.

Vale ressaltar que o processo inovador não é feito por uma pessoa só. O poder da coletividade amplifica o processo de geração de ideias e solução de problemas não apenas na quantidade, mas também na qualidade e, principalmente, na eficácia das ações propostas, possibilitando reduzir os fatores de risco ao máximo possível. Um conjunto de indivíduos com seus respectivos conhecimentos, preferências e experiências de vida, motivados por uma questão em comum, geram uma variedade não só de soluções e ideias, mas também de questionamentos – o combustível principal que move a inovação, pois retira os indivíduos da zona de conforto.

Aplicando o princípio na prática: formando grupos de inovação!

Uma maneira prática de aplicação no dia-a-dia é a criação de grupos de inovação: equipes com o objetivo de desafiar os problemas e gerar ideias para beneficiar os negócios e todos que tenham relações com ele (clientes, funcionários, etc.). Uso como exemplo uma empresa que atendo no programa Agentes Locais de Inovação, do ramo do varejo, que fez esse processo evoluir a partir da valorização e motivação dos funcionários por meio de eventos e capacitações, aliados a uma política de portas abertas.

O grupo inicial era composto apenas pelas chefias de setores. Hoje, cada setor possui um grupo autônomo, liderado por suas chefias. As equipes têm a liberdade de decidir como e quais ações serão realizadas, criando um plano de ação trimestral, no qual a eficácia é medida com indicadores adequados. Eles também utilizam uma das ferramentas mais clássicas de geração de ideias: a caixa de sugestões – com algumas adaptações, como premiação para a ideia escolhida, e a adoção de um tema do panorama geral da empresa, fazendo com que os colaboradores vão além de suas barreiras setoriais. Os resultados dessas ações contribuíram e fundamentaram o reconhecimento do Supermercado Martini como o melhor de seu segmento na região Norte de Santa Catarina, além da autonomia e, principalmente, do comprometimento dos funcionários – resultados que não podem ser mensurados, mas são perceptíveis no ambiente de trabalho da empresa.

Não há uma regra ou fórmula mágica para a inovação. Existem vários outros métodos, além dos aqui citados (grupos de inovação e caixa de sugestões), que permitem às empresas alcançarem seus objetivos, sejam eles a solução de problemas, criação de produtos, serviços ou outros. Entretanto, nenhum dos métodos terá sucesso sem o comprometimento das partes envolvidas. Comprometimento esse, que pode ser desenvolvido através das ferramentas básicas de gestão, buscando gerar reconhecimento com o próximo, seja ele consumidor ou funcionário, fazendo com que ele perceba a relevância de participar ou de comprar da empresa, além da principal valorização, que vai além do jogo mercadológico cliente-empresa, que é o reconhecimento como ser humano.

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