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O que não fazer: confira exemplos de erros de publicidade para você evitá-los

Edição: 06/2017

Erros como ignorar a concorrência, não conhecer o público-alvo ou não levar em conta os aspectos culturais podem arruinar uma campanha publicitária. Observe os 10 erros que devem ser evitados para se obter sucesso.

1. Não definir claramente o “target” da campanha

Afinal, a quem se dirige a campanha de publicidade? Se não conseguir responder sem hesitar, é melhor não passar às fases seguintes do processo. E não é aceitável dizer que “o alvo da campanha são todos os consumidores”. Nunca se consegue captar a atenção de todos eles. Mesmo para os produtos de grande consumo, uma campanha de publicidade só funciona se tiver o público-alvo bem definido.

2. Não se distinguir da concorrência


Não conseguir descobrir o essencial acerca da marca [algo único e distintivo] que seja digno de destaque, e que o ajude a motivar e conquistar o consumidor, é garantir o insucesso da campanha. É um erro que advém da falta de uma orientação estratégica clara.

3. Não conhecer bem o mercado-alvo


Um anunciante, ou agência de publicidade, pode saber claramente a quem pretende atingir com a campanha, mas sem conhecer bem esse público. Quando se trata de uma marca conhecida no mercado, é necessário ir acompanhando a aceitação dela, a possível mudança de hábito dos consumidores e ainda verificar possíveis formas de melhoria para, no momento da preparação da campanha, reunir o maior número de informações relevantes.

O ideal é recorrer a estudos de mercado. Tratando-se de um produto ou serviço novo, é importante realizar uma sondagem junto aos potenciais clientes para verificar a receptividade deles. Pesquisas com sessões de prova/experimentação do produto são bastante eficazes.

4. Errar na mensagem

O fato de a mensagem definida no “briefing” não ser inspiradora é uma falha grave. Uma boa ideia não surge do nada. Ela resulta de um “salto criativo”, dado em cima de uma orientação clara espelhada na mensagem.

Quanto mais inspiradora e relevante ela for, melhor será a ideia criativa resultante dela. Portanto, é necessário discutir com a agência exaustivamente para que o briefing seja o inspirador das boas ideias.

5. Prejudicar a eficácia em prol da criatividade

É necessário refrear a imaginação dos criativos e fazer com que eles coloquem os pés no chão. Uma campanha pode ser tecnicamente brilhante, ganhar prêmios de criatividade, mas, na prática, não atingir o alvo e fracassar por completo. Se os consumidores a quem a mensagem supostamente deveria se dirigir não a perceberem, eles não vão identificá-la como dirigida a eles e muito menos retê-la em suas mentes.
6. Não ter em conta os aspectos culturais

Há produtos universalmente conhecidos. Mas, nem por isso deverá ser utilizada a mesma abordagem de campanha em todos os países. Diferentes culturas interpretam e reagem à mesma mensagem publicitária de formas diferentes. Por isso, é essencial definir uma estratégia consistente e ao mesmo tempo flexível para não ferir suscetibilidades.

O mesmo se aplica à utilização de estereótipos (insinuar, por exemplo, que todas as mulheres são donas de casa) que inclusive podem ser encarados como insultos e reforçar os preconceitos sociais.

7. Escolher os meios publicitários errados

A televisão é um meio de comunicação de massas, mas poderá, nem sempre, ser o mais adequado para fazer uma campanha de publicidade. Muitas vezes, para que um determinado produto chegue ao alvo desejado, bastará um anúncio numa revista de menor tiragem.

Por exemplo, uma publicação profissional chega a um número restrito de pessoas, porém é o público-alvo do produto ou serviço em causa. Independentemente do orçamento disponível para a campanha, a escolha certa dos veículos ou mídias é imprescindível.

8. Não definir um orçamento publicitário

É muito fácil gastar muito dinheiro em publicidade. Os principais meios são dispendiosos e confiar uma campanha a uma agência também não fica barato. Por isso, é muito importante, antes de dar qualquer passo, definir o valor disponível do orçamento para a publicidade, além de apresentá-lo com clareza à agência escolhida ou ao departamento de publicidade. Os métodos, os meios e as pessoas que estarão envolvidas na campanha serão escolhidos também em função disso.

9. Não confiar a campanha a profissionais

Se a sua empresa não tem um departamento de publicidade, pense duas vezes antes de avançar com uma campanha feita por amadores. Apesar de ser mais dispendioso, é mais seguro entregar estes assuntos a quem sabe. Caso contrário, arrisca-se a gastar dinheiro e outros recursos em vão. A publicidade tem técnicas e métodos específicos que só os profissionais da área dominam.

10. Não ter um critério claro na escolha da Agência

Pense no que deseja ao contratar um serviço de uma agência de publicidade.

Quer contratá-la para um projeto de curta duração, ou para uma campanha de publicidade mais longa?

O seu orçamento permite contratar uma grande agência. É isso mesmo que pretende?

Uma grande agência pode não ser necessariamente a melhor para a sua empresa, nem ir ao encontro às suas necessidades ou orçamento. É essencial fazer uma prospecção de mercado, marcar reuniões com algumas delas e obter referências sobre trabalhos anteriores. Desta forma, se reduz a amostra. No final, selecione uma entre as três ou quatro selecionadas.

Alguns erros capitais

Um dos erros mais graves é a falta de definição clara, em relação ao papel que a publicidade deve cumprir, por exemplo, no momento em que o “briefing” é passado ao departamento de criação. Uma campanha de publicidade trabalha em conjunto com outras variáveis de marketing e é errado pressupor que pode substituir o papel que elas devem cumprir.

Por exemplo, uma boa campanha de publicidade não substitui a falta de qualidade de um produto. Se for realmente boa, até contribui para um insucesso mais rápido. Outro erro grave é a “falta de orientação estratégica”. É necessário fazer as opções para separar o essencial do acessório. “Se quisermos fazer tudo para todo mundo, acabamos por não conseguir ser nada para ninguém”.

Uma falha das agências de publicidade é perder a noção em relação a quem se dirige a campanha Não se trata apenas de saber a quem motivar, conquistar ou fidelizar a campanha e onde eles encontrá-los, mas também de conhecer o insight que os fará reagir positivamente a uma mensagem.

Muitas vezes, as campanhas são desenvolvidas considerando apenas a criatividade e, na maioria das vezes, o resultado é desastroso. Criatividade pela criatividade não é, nunca foi e nunca será sinônimo de eficácia.

Fonte: www.sebrae.com.br

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