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Tudo tem limite

Edição: 06/2011

Podemos conferir isso no Impostômetro, situado no prédio da Associação Comercial de São Paulo, que, na tarde do dia 4 de maio, alcançou os R$ 500 bilhões arrecadados pela União, estados e municípios. Ou seja, em 124 dias, cada um dos 190,7 milhões de brasileiros já pagou cerca de R$ 2.600,00. Em 2008, quatro anos atrás, alcançamos esse número apenas em 25 de junho.

Em 2009, foram um trilhão de reais arrecadados em cerca de 300 dias. Ou seja, mais de R$ 5.300,00 com que cada habitante contribuiu, considerando os distintos tributos. A estimativa de arrecadação de impostos, para cada habitante em 2011, ultrapassa os R$ 7 mil. Parte expressiva dos brasileiros não ganha por ano este valor.

Já passou da hora de se realizar eficaz reforma tributária, numa mobilização do Executivo e do Legislativo federais, ambos responsáveis por implementar emendas constitucionais voltadas à desoneração da produção e dos investimentos e à racionalização dos tributos. Uma das medidas anticíclicas adotadas no enfrentamento da crise do subprime (a redução do IPI para automóveis, linha branca e construção civil) mostrou ser possível diminuir os tributos, sem causar prejuízo ao equilíbrio fiscal do governo. Por que, então, não estabelecer medidas semelhantes perenes? Alíquotas menores estimulam a produção e o consumo, podendo até mesmo aumentar a arrecadação, considerando o efeito em escala na economia.

Somos o país do “presente”, como muitos dizem, mas temos de nos preocupar com vários aspectos econômicos para não ficarmos vendo os navios passarem – e os tributos são um dos pontos cruciais que têm de ser reavaliados. Das cargas tributárias das nações do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a nossa é a mais alta (34%), seguida pela da Rússia (23%), da China (20%) da e Índia (12,1%). É o que revela o estudo “Carga Tributária no Mundo – um comparativo Brasil x BRICs”, realizado pela Machado-Meyer.

A reforma tributária também não é só uma questão governamental. Enquanto os brasileiros não tomarem consciência de sua importância e se mobilizarem em torno dessa meta, não teremos uma solução. A omissão não se deve à falta de informação: pela internet, todos podem acompanhar os impostos pagos, além de fazer estimativas de quanto será recolhido até determinada data.

Tudo tem limite. Não podemos continuar calados ante uma carga tributária exagerada. Pare e pense o que você poderia fazer com estes R$ 2.600,00 que já deu para os cofres públicos? Temos duas saídas: exigir do governo que aplique melhor o nosso dinheiro ou lutar para reduzir os impostos. Não dá mais para ficar do jeito que está.


Vagner Jaime Rodrigues

Fonte http://www.empreendedor.com.br

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Comentários (3)

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Olá Dario e Tetri, muito obrigada pelos comentários. Sucesso!
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Esta tributação vai continuar assim pela passividade de nosso povo. O lideres politicos mesmos da oposição fazem parte dos beneficios tributario e jamais defenderam os contribuintes.
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Excelente ponto de vista Vagner. Há quem diga que as ações do SPED vem aí para diminuir a carga tributária em âmbito geral, mas ao que parece isso será a longo prazo, porque os resultados ainda não apareceram no bolso do brasileiro...

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