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10 dicas para usar no financeiro da sua empresa.

Edição: 09/2017

Linhas de crédito

1. Avalie suas necessidades


Antes de tudo, é preciso se certificar de que o financiamento é de fato a melhor saída. Dinheiro emprestado não é a solução para os rombos constantes no fluxo de caixa. Se os deficits forem crônicos, o financiamento pode acabar de afundar seu negócio. No caso, o melhor mesmo é identificar a origem do problema antes de bater à porta de um banco.

2. Calcule seus lucros


Antes de fechar uma operação, não deixe de analisar se o lucro gerado pela empresa é suficiente para o pagamento. Se sua meta for pegar dinheiro para investir, lembre-se: o empréstimo só é viável se os custos das operações forem menores do que a margem de lucro resultante do investimento.

3. Escolha a linha certa

Se o crédito for mesmo a saída, procure identificar a melhor linha tanto em relação aos juros como aos prazos. Algumas vezes as pessoas utilizam recurso de capital de giro, com juros maiores e prazos mais curtos para financiar investimentos que dão retorno a longo prazo. Assim não conseguem quitar a dívida.

4. Tenha cuidado com os custos escondidos

Ao calcular os custos da operação, leve em conta o peso dos encargos adicionais. É que as instituições financeiras muitas vezes cobram o seguro de crédito e tarifas de abertura de crédito, de registro de títulos e de elaboração de contrato. Os custos extras são capazes de aumentar, e muito, a conta.

5. Pesquise as taxas

A oferta de crédito esta crescendo. Então, deixe preguiça de lado e compare as taxas cobradas por diversas instituições. Isso ajuda tanto na obtenção de novas linhas como na negociação de dívidas antigas. O empresário Ricardo Barros, de São Paulo, sabe bem disso. Em busca de taxas menores para uma dívida existente de R$ 27.000,00, de uma linha para capital de giro, ele mostrou ao gerente as condições oferecidas por três bancos. “O gerente reduziu meus juros de 4,5% para 2,5% ao mês, depois que soube que haviam me oferecido 2,8%”, diz.

6. Prepare a papelada

Na hora de procurar o gerente, tenha em mãos a documentação da empresa, como o contrato social, os balanços, as declarações de imposto de renda e as certidões negativas do INSS e do FGTS. Com base na papelada, o banco avalia a saúde financeira do negócio para determinar o limite de crédito e, sobretudo, no caso de capital de giro, o tamanho das taxas de juros. A documentação completa também pode dar agilidade a operação.

7. Justifique o motivo do empréstimo

Deixe claro como utilizará o dinheiro. Caso busque recursos para investir na empresa, dê detalhes sobre o prazo de retorno e a margem de lucro prevista após o investimento. A maioria dos bancos pede que você preencha um formulário com tais informações.

8. Separe as contas do negócio das despesas pessoais

Fuja da tentação de recorrer ao crédito pessoal para financiar o negócio. A manobra, apesar de prática, custa caro, muito caro. Só para comparar, juros médios mensais do cheque especial, de 7,79%, são mais do que o dobro da média para desconto de duplicata, de 3,48%. Outra coisa, jamais misture o caixa da empresa com o pessoal. A prática, bastante comum entre os pequenos empresários, atrapalha o banco na hora de analisar as finanças da empresa. E lá se vão suas chances de conseguir um bom limite de crédito ou juros mais civilizados.

9. Cuidado com as operações casadas

Fique atento às vendas casadas de produtos e serviços do banco. Há casos de instituições que atrelam a liberação de linhas de crédito vantajosas, como as do BNDES, à tomada de empréstimos com juros mais salgados.

10. Previna-se para as emergências


Mesmo sem precisar de dinheiro agora, vale a pena deixar uma linha de crédito pré-aprovada no banco. Se a situação apertar, você não precisará aceitar empréstimos com juros altos enquanto espera a aprovação de uma linha mais em conta. Além disso, é sempre mais fácil negociar com o gerente um limite de crédito maior e juros mais camaradas quando você não está no vermelho.

Fonte: Portal Sebrae/PR

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Comentários (1)

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