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Será que você estará no próximo Vale do Silício? Melhor se preparar.

Edição: 12/2017

As 19 cidades com os maiores e mais desenvolvidos ecossistemas de startups no mundo

Qual será o próximo Vale do Silício?


O Vale do Silício tem sido, como ainda é, o berço mundial de tecnologia das startups. Os números não mentem: a região abriga entre 12,7 mil startups e 15,6 mil startups em atividade atualmente, empregando mais de 2 milhões de pessoas. Ainda é casa para um quarto dos unicórnios (startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais) do mundo e seu ecossistema, o mais poderoso do mundo, é avaliado em US$ 264 bilhões. Os números foram revelados pelo estudo The Global Startup Ecosystem, elaborado pela Startup Genome em parceria com Global Entrepreneurship Network.

O que o estudo também revela, porém, é que há diversas cidades ao redor do mundo que têm aperfeiçoado seus ecossistemas de startups com rapidez, oferecendo ótimas oportunidades para abrir um negócio e desenvolver inovação. Nova York (EUA), Londres (Inglaterra) e Pequim (China) já fazem sombra ao Vale do Silício, por exemplo, sendo palco de grandes inovações e atraindo capital de peso. Pequim cresceu vertiginosamente nos últimos anos, abrigando hoje de 4,8 mil a 7,2 mil startups que formam um ecossistema criado em sua maioria por jovens empreendedores e avaliado em US$ 131 bilhões. Tel Aviv também continua com destaque no cenário mundial de empreendedorismo, abrigando atualmente de 2,2 mil a 2,7 mil startups que formam um ecossistema bem conectado globalmente, com apoio do governo e de centros de pesquisa de 300 multinacionais.

Todas essas cidades ocupam posições de destaque no ranking dos 20 Ecossistemas Globais de Startups apresentados no estudo. Nove desses ecossistemas estão localizados na América do Norte, seis na Europa e cinco na Ásia. Em comparação ao último ranking, de 2011, São Paulo - a representante latino-americana - saiu das 20 primeiras colocações. A grande surpresa do ranking é Estocolmo, capital da Suécia, que ganhou destaque pela "enorme habilidade de criar unicórnios a despeito de seu pequeno tamanho". Os dados para elaboração do ranking foram organizados a partir de uma pesquisa com 55 ecossistemas de startups localizados em 28 países. Confira abaixo quais são:

Ecossistema / Valor do Ecossistema

1 Vale do Silício / US$ 264 bilhões
2 Nova York / US$ 71 bilhões
3 Londres / US$ 44 bilhões
4 Pequim / US$ 131 bilhões
5 Boston / US$ 30 bilhões
6 Tel Aviv / US$ 22 bilhões
7 Berlim / US$ 31 bilhões
8 Xangai / US$ 42 bilhões
9 Los Angeles / US$ 30 bilhões
10 Seattle / US$ 13 bilhões
11 Paris US$ / 12 bilhões
12 Cingapura / US$ 11 bilhões
13 Austin /  US$ 13 bilhões
14 Estocolmo /  US$ 15 bilhões
15 Vancouver / US$ 9 bilhões
16 Toronto / US$ 7,2 bilhões
17 Sydney / US$ 6,6 bilhões
18 Chicago / US$ 13 bilhões
19 Amsterdã / US$ 14 bilhões
20 Bangalore / US$ 19 bilhões

A elaboração do ranking não leva apenas em conta o quanto esses ecossistemas geraram em termos de valores brutos, desempenho ou sucessos criados. Analisa também se é um ecossistema que oferece acesso a financiamento em várias fases do desenvolvimento de uma startup, o quanto ele ajuda uma startup a se tornar global e se oferece bons talentos e consultores.

É por isso que Pequim tem um ecossistema que está gerando mais valor bruto que Nova York, mas está abaixo na tabela geral. Avaliar todos esses fatores é importante, segundo o estudo, porque o Vale do Silício não se tornou a referência mundial e o berço de inovação sem um plano forte de investimentos de "dezenas de bilhões de dólares" por parte do governo. "O Vale do Silício não surgiu de forma espontânea. É resultado de décadas de investimentos estratégicos e uma visão voltada para criar uma economia de inovação", diz o relatório.

Outras constações do relatório, analisando os 20 ecossistemas que ocuparam as primeiras posições são: os ecossistemas europeus são os melhores em conseguir conectar e criar uma base global de clientes para suas startups, planos de distribuição de ações a funcionários são prática mais comum nos EUA, e consultores são "recrutados" em maior escala nos ecossistemas da Ásia-Pacífico

São Paulo

A cidade brasileira aparece ao lado de Déli, Atlanta, Denver e Seul como uma das cinco cidades com ecossistemas que mais crescem considerando apenas o fator desempenho - ou seja, com empresas atingindo bons resultados. Por outro lado, saiu das 20 primeiras posições do ranking de 2017, por ter pontuações menores nos fatores de alcance global e experiência com startups. No ranking de 2015, ocupava a 12ª posição.

Segundo o estudo, a cidade abriga de 1,6 mil a 2,9 mil startups ativas formando o "mais maduro ecossistema da América do Sul". O ecossistema, avaliado em US$ 3,45 bilhões, foi enfraquecido pelos desafios macroeconômicos e turbulências políticas - mas conseguiu atrair empresas e investidores da China e Suécia. O estudo destaca programa anunciado pela cidade para diminuir para menos de 7 dias o tempo gasto para abrir uma empresa, bem como organizações que tem atuado para fortalecer esse ecossistema, como Endeavor, Dinamo e StartupFarm. O levantamento destaca que 14% dos fundadores de empresas em São Paulo são mulheres e que disponibilidade de engenheiros, que inclusive custam menos comparado a outros países do mundo.

Fonte: Época Negócios

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