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Educação e inovação, para uma nação inovadora

Edição: 10/2011

O binômio educação-inovação, cada vez mais presente em nossas atividades, nos leva a uma reflexão. Qual o impacto da educação na inovação e qual o impacto da inovação na educação?
Não falamos somente da educação formal, mas incluímos a educação familiar nesse contexto.
Alguns especialistas dizem que, do período maternal até a puberdade, a criança ouve aproximadamente 12 mil nãos. “Não faça isso! Não faça aquilo! Isso não pode! Isso não...” Não se trata aqui de discutir limites, mas sim a forma que dizemos os nãos.

Outros especialistas definem que, hoje, temos mais pessoas inseguras, que não correm riscos, apreensivas e que possuem os diversos tipos de medos.
Imaginemos então. Se educarmos crianças dessa forma, como poderemos querer que elas sejam criativas, tenham iniciativas? Como elas poderão trabalhar com o novo? Quais comportamentos elas aprenderão?

Por outro lado, observamos o modelo escolar voltado para um período, cuja ênfase era unicamente a industrialização e até hoje essa educação está calcada nesse modelo. Um modelo que, na maioria das vezes, não percebe o erro como forma de aprendizagem, mas como forma de punição.

Novamente a nossa conversa não está centrada na aprovação simples do erro sem levar em consideração as lições aprendidas. O modelo de educação industrial ainda não leva em consideração alguns aspectos relevantes na educação e aprendizagem, tais como autoconhecimento, emoção, oportunidades e criatividade.
A era que vivemos não é somente a Era do Conhecimento. Vivemos também a Era da Velocidade, o homem se comunica em fração de segundos. Os jovens, da denominada Geração Y, começam as suas atividades sem levar em consideração as hierarquias pré-estabelecidas. Trabalham com a burocracia mínima necessária, e não com a burocracia meramente de controles, que geram custos sem levar a resultados significativos.
Dentro das empresas, como anda a educação para inovação?
Recentemente, saiu na Harvard Business Review um artigo, que auxilia os empresários a avaliarem sobre como estão tratando a inovação em suas empresas. E o artigo diz o seguinte:

Espelho, espelho meu.
Para saber se sua empresa está de fato comprometida com inovação,
pergunte-se: você poderia descrever o seu sistema/processo de inovação da empresa?
A direção da empresa enxerga todo funcionário como um inovador, potencialmente capaz de moldar a direção da empresa?
Você pessoalmente foi capacitado/treinado para ser um inovador?
Como você educa seus funcionários para serem inovadores?
Quanto de sua própria compensação está ligada à inovação? Qual o papel da inovação na sua avaliação de desempenho?
De que maneira os processos administrativos da empresa apoiam seu trabalho como inovador?
Quanta burocracia você teria de vencer para obter os recursos para inovar, mesmo em um projeto pequeno e de baixo risco?
Você sabe aonde ir em sua organização para encontrar facilitadores e mentores que possam ajudar a empurrar uma nova idéia para frente?
Se a sua empresa é tão inabalavelmente comprometida com a inovação, como é que os funcionários parecem não ter a menor idéia sobre como inovar?
Quando as empresas dizem que a inovação é a prioridade número 1, mas não têm ninguém da alta direção responsável por isso, como esperam que vão fazer a inovação acontecer?

Educação leva à inovação e inovação demanda novos modelos educacionais.
Como poderemos ter uma nação inovadora se os modelos educacionais na família, na escola, na empresa ainda são do modelo do século XX?
Reflita e, se quiser, deixe seu comentário.
Agnaldo Castanharo é gerente da Unidade de Inovação e Competitividade do SEBRAE-PR


Fonte: http://www.sebraepr.com.br
 

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