Histórico

Mais votados

Cadastre-se

Preencha os campos abaixo para receber o Boletim do Empreendedor gratuitamente:


Governo estende IOF de 6% cobrado sobre empréstimos externos

Edição: 03/2012

Em abril do ano passado o governo já havia estendido o prazo de 360 para até 720 dias. A mudança vale a partir de hoje. Esta foi a terceira vez que o governo ampliou o prazo mínimo para isenção da cobrança do IOF incidentes nos empréstimos de bancos e empresas brasileiras no exterior. Toda operação com menos de 3 anos será tributada em 6%. A medida visa a reduzir o ingresso de dólares no País e evitar uma valorização excessiva no mercado. O recente fortalecimento do real vinha preocupando o governo.

O decreto 7.683, publicado no Diário Oficial da União, estabelece que quando a operação de empréstimo for contratada pelo "prazo médio mínimo superior ao exigido", ou seja, acima de três anos, e for liquidada antecipadamente, total ou parcialmente, o investidor ficará sujeito ao pagamento de 6% de IOF, acrescido de juros e multa.

A taxação de IOF em operações externas foi anunciada em abril do ano passado para operações de até 360 dias. Cerca de uma semana depois, o governo ampliou para 720 dias e, agora, subiu para três anos. A medida serve para desestimular a tomada de crédito no exterior a prazos mais curtos e evitar que as empresas façam arbitragem de juros. Na ocasião da implementação da medida em 2011, o governo estava preocupado não só com a valorização do real, mas também com o excesso de oferta de crédito no mercado doméstico com recursos captados no exterior.

O decreto publicado em 02 de março no Diário Oficial da União determina também que se as operações de empréstimos forem contratadas com prazo superior a três anos mas liquidadas antecipadamente, o contribuinte ficará sujeito ao pagamento do imposto de 6%. Ele também terá que pagar juros e multa. A medida visa evitar que o contribuinte fuja da tributação informando que o empréstimo tem prazo maior do que três anos, mas na prática ele já tinha intenção de pagar antecipadamente o empréstimo.

O decreto publicado hoje ainda incorpora um novo inciso isentando de IOF as liquidações de operações de câmbio contratadas por investidor estrangeiro, inclusive por meio de operações simultâneas, relativas a transferências do exterior de recursos para aplicação no País em certificado de depósito de valores mobiliários, denominado Brazilian Depositary Receipts - BDR. A alíquota era de 6%.

Fonte: Paraná Online

Deixe seu comentário:









Digite este número...

O que você achou desta matéria?

Vote e ajude-nos a melhorar.



Os seu e-mail e o seu CPF não serão exibidos nos comentários. Eles serão guardados em nossa base para podermos atender você, cada vez melhor!

Boletins especiais