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O que os brasileiros pensam e fazem para ter uma gestão sustentável

Edição: 08/2012

Para marcar o lançamento de uma nova unidade do Grupo, o IBOPE Inteligência realizou uma pesquisa com 400 médias e grandes empresas brasileiras e multinacionais atuantes no Brasil, dos ramos da indústria, comércio e serviços, para saber como o empresariado vê e trata a questão ambiental. O estudo mostra que 94% dos entrevistados dizem ter conhecimento sobre o assunto. Porém, apenas 48% das empresas ouvidas têm políticas de sustentabilidade com metas e ações planejadas. Outras 45% praticam ações pontuais e 7% afirmam não ter qualquer medida para um modelo de gestão sustentável.



Em 52% das entrevistas, as áreas que elaboram e executam as ações são distintas. Das áreas responsáveis pela execução, em mais de 40% das empresas são as equipes de marketing e comercial que geram as ações. “Talvez isso indique que o peso das ações ainda se volte para a imagem da empresa ou de seus produtos, mais do que um comprometimento com o médio e longo prazo”, explica o diretor executivo do IBOPE Ambiental, Shigueo Watanabe. Quando existe um conselho ou comitê de sustentabilidade, quase 20% dos membros não pertencem aos quadros da corporação. “Isso demonstra que começa a existir a percepção de que a amplitude e dinâmica do tema exigem opiniões de pessoas de fora da empresa”, explica.

Outro item que chama a atenção é que apenas 34% das empresas escolhem diretores e conselheiros buscando equilíbrio por sexo e cor e cerca de 30% têm metas para equilibrar a quantidade de mulheres e homens ocupando os mesmos cargos e funções. “Isso evidencia que as companhias ainda não possuem políticas de equiparação de sexo”, conta o diretor.

As pressões de clientes e consumidores para que a empresa seja sustentável também aparecem no estudo, uma vez que 70% dos entrevistados afirmaram que seus clientes já procuraram saber se a organização tem algum projeto de sustentabilidade implantado. Ao responder como os empresários acreditam que será o consumidor de 2022, 91% dizem que os consumidores estarão mais atentos ao posicionamento sustentável, onde comprarão marcas de organizações socialmente responsáveis, 83% acham que os consumidores estarão dispostos a pagar mais caro por produtos que não agridam ao meio ambiente e 69% afirmam que a relação custo/benefício será o critério principal de compra. “Portanto, o desafio do empresário é harmonizar o custo/benefício de seus produtos e serviços com a sustentabilidade”, explica o diretor.

Este foi o estudo de estréia do IBOPE Ambiental, que atua com serviços voltados aos aspectos ambientais da sustentabilidade. A empresa trabalha de forma sinérgica com o Grupo em duas linhas de negócios distintas. A primeira, de consultoria, desenvolve projetos em segmentos como estratégias de sustentabilidade, gerenciamento e reporte de emissões de gases de efeito estufa para governos, autarquias e setor privado. A outra área de atuação abrange certificações e inicialmente trabalhará nos mercados de carbono, regulados e voluntários, validando e verificando projetos de redução de emissões.

Ao falar sobre a criação do IBOPE Ambiental, o executivo afirma que o grande diferencial da empresa é ser a única nacional de grande porte a entrar neste mercado. “Não me refiro ao nacionalismo ufanista, mas sim ao conhecimento adquirido nas pesquisas e estudos sobre a dinâmica, drivers e obstáculos da história social e econômica do Brasil, que são extremamente importantes no desenvolvimento de ações sustentáveis em um mercado que é tão importante para o Brasil.”

Fonte
Empreendedor

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