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Pequenas hi tech

Edição: 08/2012

 A empresa paranaense Akiyama Soluções Tecnológicas é, certamente, um dos exemplos mais significativos para mostrar que empresários de micro e pequenas empresas do Paraná podem e devem estar atentos às tecnologias existentes no mundo e às necessidades do mercado.

Em maio do ano passado, a Akiyama foi a primeira empresa selecionada desde a abertura do escritório da Endeavor no Paraná, entrando, assim, para o rol dos renomados empreendedores Endeavor, organização internacional que seleciona empresas e empresários de pequeno e médio porte com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento e disseminação de seus negócios.



A aprovação da Endeavor foi, na verdade, o reconhecimento a uma incansável carreira do fundador da empresa Ismael Akiyama. Formado como técnico em Eletrônica no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) - hoje Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Ismael começou a trabalhar aos 19 anos na empresa do pai de um amigo da escola, o empresário João Mario Tareszkiewicz, que criou a Henry Tecnologia, hoje um dos maiores players em controle de ponto e acesso. Ali, ele trabalhou, por oito anos, em diferentes áreas na empresa, até que, em 2001, começou a se interessar por biometria.

No final de 2005, Ismael deixou a Henry Tecnologia e fundou a Akiyama, que, no início, tinha duas linhas de negócios: a distribuição de componentes eletrônicos e a automação industrial. Isso foi até meados de 2007, quando vislumbrou o mercado promissor da identificação biométrica.

Nascia aí o novo negócio da empresa. A companhia de Akiyama acabou transformando o mercado ao possibilitar a coleta de impressões digitais sem necessidade de um papiloscopista (profissional especializado em recolhê-las e analisá-las).

Graças à interface simples e inteligível, a ferramenta pode ser usada por qualquer pessoa, sem treinamento prévio, o que torna o procedimento três vezes mais barato e até dez vezes mais rápido que o método convencional. Hoje, a Akiyama é especialista em identificação civil e criminal por meio da biometria.

Um de seus principais trabalhos é o recadastramento de eleitores feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De olho na Copa, a Akiyama desenvolveu a tecnologia para o projeto Torcida Legal, do Ministério dos Esportes.

Criando robôs
Coincidência ou não, o empresário Ricardo Vieira de Almeida, de Ponta Grossa, também é técnico em Eletrônica e decidiu investir em alta tecnologia. Em 2010, ele abriu a Brasil Robots, empresa voltada para soluções de vídeo inspeção robotizada, ou, mais especificamente, a primeira empresa do País que produz robôs para vídeo inspeção controlados via rádio. Explicando: são equipamentos que se deslocam ao longo dos dutos e, ao mesmo tempo, geram imagens detalhadas online das tubulações.

Funcionário de uma empresa de manutenção industrial, Ricardo de Almeida conta que percebeu a necessidade de ter um sistema mais prático para trabalhar dentro das tubulações. “Em geral, o mercado só tem robôs com cabos, o que é ruim de trabalhar, porque ele acaba enroscando quando tem uma curva, por exemplo. Ás vezes, não chega a locais de acesso mais difícil, e eu resolvi desenvolver um equipamento sem cabo”, diz.

Com essa ideia na cabeça, em 2008 ele começou a trabalhar no projeto. Foram dois anos de pesquisas e cerca de R$ 25 mil em investimentos iniciais para o desenvolvimento da tecnologia, até chegar a seu primeiro protótipo, que ganhou o nome de VOR-38 (Veículo de Operação Remota). Com o primeiro robô com tecnologia 100% nacional e tecnologia capaz de fazer vídeo inspeção com controle remoto, em 2010, ele abriu a Brasil Robots.

No começo teve dificuldades, como o desembaraço aduaneiro de uma máquina importada do Japão, que ficou seis meses retida na Receita Federal. Mas a insistência, segundo ele, valeu a pena.

A empresa produz, atualmente, três modelos de robôs para serem usados em tamanhos diferentes de tubulações. Os robôs desenvolvidos possuem alta tecnologia, produzem imagens de alta qualidade e, como grande diferencial, têm manuseio e operação simples e funcionais.

O modelo, segundo Ricardo de Almeida, é praticamente 100% nacional, o que resultou em preço mais acessível, além de maior garantia na hora de reposição de peças e manutenção. O preço de um robô fabricado por ele é de aproximadamente R$ 11 mil, enquanto um similar importado, segundo ele, ficaria em torno de U$S 20 a U$S 30 mil.

(Texto produzido pela jornalista Maigue Gueths para a 14ª edição da Revista Soluções, publicação do Sebrae/PR)

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