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Empreendedorismo é saída para a criação de riqueza e justiça social

Edição: 11/2012

 "Só o empreendorismo construirá uma comunidade que crie riqueza e justiça social nos próximos 40 anos", afirma Jean-Luc Delornoy, presidente da consultoria KPMG na França. A fala resume bem o sentimento no Fórum Mundial de Empreendorismo, que se encerrou nesta sexta-feira em Lyon (França).



Um grupo de 200 empreendedores, políticos e acadêmicos de 60 países se reuniu durante três dias para discutir qual é o melhor caminho para que a economia mundial esteja em forma em 2050. Apesar da diversidade entre os palestrantes, vindos dos cinco continentes, a conclusão é praticamente uníssona: o empreendedorismo e a inovação são os caminhos para geração de riqueza com igualdade.

O objetivo dos grupos reunidos nesse evento é compartilhar experiências de criação de ecossistemas que inspirem e favoreçam a atividade empreendedora. Para os europeus, essa é a saída para retomar o crescimento em um cenário de recessão e desconfiança da capacidade de grandes corporações gerarem impacto econômico e social em seus países. "Precisamos de empreendedores para voltarmos a crescer de maneira sustentável e inovadora", diz Tugrul Atamer, vice-presidente da escola de negócios Emlyon.

Os americanos, por sua vez, apostam nos jovens como motores de transformação. Em um momento de extrema cautela na oferta de capital para novos negócios, o crowdfunding é o centro das atenções. Nos Estados Unidos, US$ 1,5 bilhão foram movimentados em 2011 para ajudar empreendedores a tirar do papel sua ideia de negócio. A expectativa para 2012 é chegar a US$ 3 bilhões doados online, afirma David Drake, CEO da Soho Loft Capital Creation Events, consultoria especializada em educação financeira de startups. "Essa é a maneira mais democrática de arrecadar dinheiro, e um bom teste inicial de aceitação do produto de uma empresa nascente", afirma Drake.

Ecossistemas empreendedores
Já os africanos, asiáticos e sulamericanos vieram mostrar exemplos de como conseguiram criar ambientes para dinamizar e formalizar atividades empreendedoras.

O chileno Nicolás Shea causou furor ao apresentar a Startup Chile, projeto que dá visto de um ano e ajuda de US$ 40 mil para atrair jovens de todo o mundo interessados em desenvolver, durante seis meses, suas ideias de soluções inovadoras. Em um ano e meio, 888 startups de 35 países já passaram pelo país. "Muitos estudantes são prontamente rejeitados por investidores. É preciso acreditar nesses jovens e prepará-los para ter acesso aos mercados de capitais", afirma Shea.
Mercados informais também fazem parte desse ambiente. "É um erro ignorar e querer erradicar a economia informal. Esses empreendedores devem ser treinados e incluídos para aumentar a riqueza do país", defende camaronesa Kah Walla, considerada pelo Banco Mundial uma das 7 mulheres mais empreendedoras da África.

Ela apresentou seu projeto do mercado municipal de Sandaga para formalizar e treinar empreendedoras, que representam 70% dos 1.300 comerciantes locais. De 2008 a 2010, a iniciativa capacitou 320 mulheres em gestão, computação e contabilidade e criou um fundo mútuo com 200 integrantes negociarem com bancos e fornecedores. "Assim, elas ganharam conhecimento e autonomia para crescer formalmente e escapar do assédio e do desprezo a que eram submetidas antes", explica Kah Walla, que também é uma liderança política em seu país. "Para mudar as coisas, é preciso ter interlocução onde as leis e as práticas são criadas", diz.


Fonte
PEGN

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