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Sebrae usa Campus Party para se aproximar de startups

Edição: 02/2013

Referência no apoio às micro e pequenas empresas, o Sebrae ainda é pouco popular entre as startups. A imagem da instituição, sempre associada a negócios mais tradicionais, tornou as aceleradoras e incubadoras um terreno mais atrativo para negócios nascentes nas áreas de ciência e tecnologia. Com o crescimento do número de startups no país, o Sebrae se viu diante da necessidade de conhecer melhor esse público e capacitar sua equipe de atendimento para se adaptar à nova realidade. E encontrou na Campus Party o cenário perfeito para essa aproximação.



Depois de apoiar a última edição do evento, o Sebrae está promovendo uma Maratona de Negócios com 500 pessoas na Campus Party deste ano, para escolher 40 empreendedores que vão poder apresentar sua ideia de negócio a investidores. A instituição também cadastrou os participantes que têm ou sonham em abrir uma empresa digital em um programa chamado Like a Boss, que classifica os empreendedores em quatro categorias de acordo com o seu grau de conhecimento sobre negócios. O objetivo das duas ações é tornar a instituição conhecida dos jovens empreendedores e, ao mesmo tempo, conhecer melhor suas necessidades.

“Nós sempre trabalhamos com inovação e desenvolvemos ferramentas de tecnologia, mas a comunicação desse trabalho não chegava às startups. O que nós estamos fazendo é um trabalho para divulgar melhor nossas ferramentas para esse público”, afirma a gerente adjunta do Sebrae, Ana Clévia Guerreiro Lima.

Desde o ano passado, o Sebrae montou um grupo multidisciplinar de consultores que se reúne na sede nacional da instituição, em Brasília, para desenvolver ações e diretrizes de atendimento para startups nas 27 unidades da federação onde o Sebrae atua. Embora a instituição sempre tenha tido entre suas diretrizes a inovação, nem todos os postos de atendimento estavam prontos para atender a nova safra de empreendedores. Por causa desse atraso, as startups viraram pauta prioritária no Sebrae, que montou o grupo na tentativa de corrigir essa deficiência. "O Sebrae quer ajudar essa garotada criativa a transformar suas ideias em negócios sustentáveis. É por isso que realizamos esse grande investimento no Campus Party", afirmou o presidente da instituição, Luiz Barretto.

Até sexta-feira (01/02), os 500 empreendedores escolhidos para competir na Maratona de Negócios vão participar de uma série de palestras e provas secretas para aprimorar seu modelo de negócio e preparar uma apresentação para investidores. Uma banca escolhida pelo Sebrae vai selecionar as 40 melhores ideias e, no sábado, os vencedores terão a chance de ficar frente a frente com investidores. Foram escolhidos para analisar o projeto investidores-anjos, fundos de investimento de capital de risco e de crowdfunding (financiamento coletivo). “As palestras ajudam o empreendedor a refletir e a estruturar melhor sua ideia para ter mais chances de conseguir um investimento”, afirma Ana Clévia. A ação deve continuar após o término da Campus Party, quando o Sebrae pretende acompanhar as negociações para saber quais ideias receberão investimento e se tornarão, de fato, uma empresa formalizada.

O carioca Anderson Ferreira, de 34 anos, foi um dos selecionados para participar da Maratona. Microempreendedor Individual (MEI), ele trabalha com o desenvolvimento de sistemas e planeja criar um aplicativo para gerenciamento de crises em grandes eventos. “Eu fiz o desenho de ontem (segunda-feira) para hoje. A ideia é que quando houver uma ocorrência em um grande evento como um incêndio ou sequestro, o usuário possa pressionar apenas um botão e, dessa forma, avisar as autoridades e ser encontrado pelo rastreador do celular”, explica. A ideia foi aprovada para participar da Maratona de Negócios e, na terça-feira (29/01), no primeiro dia da competição, Ferreira exibiu o protótipo do seu sistema.

Assim como outros participantes, Ferreira usava uma camiseta do programa Like Boss estampada com uma faixa azul, para indicar que é um empreendedor em estágio inicial. Todas as pessoas que se cadastraram para a Maratona de Negócios responderam a um questionário que serviu como base para o Sebrae dividir os participantes em quatro categorias identificadas por diferentes cores de faixa como no judô. Cada um ganhou uma camiseta e uma faixa na cor correspondente ao seu grau de conhecimento sobre negócios para ser facilmente identificado na Campus Party e receber melhor atendimento por parte dos consultores.

Inspiração oriental
Os faixa-azul, chamados de gafanhoto, são potenciais empreendedores que ainda estão na fase de busca de informações; os faixa-amarela, chamados de águia, são os que já têm uma ideia em fase de testes; os faixa verde, também chamados de tigre, são empresários com negócios em fase inicial de operação, e os faixa roxa, chamados de dragão, já possuem negócios em operação com potencial de crescimento. “Nós queríamos conhecer melhor esses empreendedores porque não podemos oferecer para um iniciante a mesma solução ofertada para quem já tem um negócio em funcionamento”, diz Ana Clévia.

Com base nessa divisão, a programação do palco Hypatia na Campus Party, onde são realizadas as palestras sobre empreendedorismo, foi classificada de acordo com a cor das faixas para que os empreendedores possam identificar quais discussões são mais relevantes para o seu perfil. Especialistas do Sebrae em segmentos específicos como games, aplicativos, vídeos e mídias sociais estão espalhados pela Campus Party para dar orientação específicas sobre cada modelo de negócio.

No estande do Sebrae, aberto a todos os campuseiros, consultores ajudam os participantes a montarem um plano de negócios simplificado, dividido em nove etapas. “Eu nunca havia pensado em alguns detalhes importantes para o negócio que só identifiquei agora, ao colocar as ideias em um papel”, disse a estudante de Produção Cultural, Sarah Miraihl, de 24 anos, após receber atendimento.

Ela planeja abrir em dois anos uma empresa de marketing voltada exclusivamente para projetos culturais, mas conhece pouco sobre o mercado que pretende investir. “Ainda estava pensando na ideia e pesquisando a concorrência. Agora quero me dedicar bem a cada uma das etapas do plano para me preparar melhor”, diz. A meta do Sebrae é atender 3,5 mil pessoas durante toda a Campus Party.

Fonte
Época Negócios

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