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Feliz o empresário que entender as mulheres!

Edição: 04/2013

O poder de decisão da mulher equivale a R$ 1,3 trilhão em gastos por ano. Os dados foram levantados pela empresa de pesquisas Sophia Mind, do grupo de comunicação Bolsa de Mulher, focada em compreender as mulheres.

A pesquisa da Sophia Mind, realizada em 2010 com 1.917 mulheres das cinco regiões do País, mostra que o Brasil é hoje o 10º maior mercado de consumo feminino no mundo. Diante disso, felizes os empresários que descobrirem o que deseja e como pensa o sexo feminino.



A coordenadora de Pesquisas da Sophia Mind, Isabela Portella, explica que o resultado do estudo não foi surpresa, pois há décadas é nítida a evolução econômica da mulher e a ampliação do seu poder de decisão dentro das famílias. "A surpresa foi o tamanho do mercado", comenta a coordenadora, referindo-se ao montante de R$ 1,3 trilhão.

Isabela Portella deixa claro, no entanto, que "a mulher não é a dona desse poder aquisitivo, mas sim cabe a ela a tomada de decisão pela compra". Ou seja, as mulheres gastam o dinheiro que ganham e controlam, em muitos casos, os recursos dos homens.

A pesquisa identificou quatro grupos de mercado que, juntos somam 79% do consumo total das famílias. O restante, 21%, são gastos obrigatórios, que não implicam em decisão de compra, como luz, água, gás e impostos. No primeiro grupo estão os segmentos em que predominam as escolhas femininas, incluindo os produtos específicos para as mulheres (vestuário, beleza e cuidados pessoais), produtos para a casa (alimentação, limpeza e decoração) e bens e serviços ligados à educação dos filhos.

No segundo grupo estão os mercados em que a participação feminina é maior que a masculina: lazer e entretenimento, saúde, serviços para a família (telefonia e internet) e gastos de maior valor, como reforma da casa ou compra de eletrodomésticos. No terceiro grupo, a decisão de compra é equilibrada entre homens e mulheres. Nele estão incluídos os serviços bancários e produtos eletrônicos. O quarto grupo reúne os mercados com menor participação feminina nas decisões de compra, como serviços ligados ao setor automobilístico, cuidado pessoal masculino e manutenção de aparelhos domésticos.

Se antigamente a mulher casada trabalhava para comprar roupas e maquiagem, hoje o perfil mudou. Isabela Portella explica que os principais gastos da mulher casada são, em primeiro lugar, as despesas fixas (mercado, luz, água, plano de saúde, transporte). Em segundo lugar, internet e telefonia fixa e celular. Em terceiro lugar, objetos para a casa (decoração e eletrodomésticos). Em quarto lugar, cuidados pessoais (cabeleireiro, academia e produtos de beleza).

O panorama muda completamente quando se analisa as despesas da solteira que mora com os pais: o principal destino para o dinheiro dela são os itens de cuidados pessoais, comenta Isabela Portella. Já a lista de gastos da solteira que mora sozinha não é muito diferente do perfil da mulher casada, exceto pela preocupação maior das esposas com os bens de consumo familiar.

Isabela Portella vê oportunidades de negócios para o empresário de micro e pequena empresa em todos os quatro grupos especificados pela pesquisa da Sophia Mind. Entender as necessidades femininas pode ser o ponto de partida, afirma a coordenadora. "Ela quer atenção, quer estudar, trabalhar, busca qualificação profissional, é dedicada à casa e à família", enumera.

(Este texto foi produzido pela jornalista Maigue Gueths para a 12ª edição da Revista Soluções, publicação do Sebrae/PR. Para conferir essa e outras matérias, clique aqui e baixe a Revista Soluções.)

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