Histórico

Mais votados

Cadastre-se

Preencha os campos abaixo para receber o Boletim do Empreendedor gratuitamente:


Empreendedorismo criativo

Edição: 04/2013

Os amigos o chamaram de louco. Naquele tempo, no Brasil compravam-se e vendiam-se apenas livros, cds e camisetas pela internet. “Vender cadeira não vai dar certo. As pessoas querem sentar no móvel, antes de comprar” diziam.

Mas João não desistiu, bateu o pé, e hoje não se arrepende em nada de sua decisão. O site responde, atualmente, por 70% das vendas feitas pela Desmobilia, loja que comercializa móveis com design vintage. Além da internet, as peças são comercializadas em três lojas, uma em Curitiba, aberta também em 1999, e em outros dois endereços em São Paulo.



O site www.desmobilia.com.br recebe, atualmente, mais de 100 mil visitas por mês. “Se não tivesse a venda pela internet eu jamais conseguiria levar meus móveis para o Brasil todo”, diz João Livoti, que acredita que o grande diferencial da sua empresa foi, sem dúvida alguma, apostar nas vendas online.

Para o publicitário Eloi Zanetti, especialista em comunicação e marketing, está claro que a decisão de João Livoti, de apostar na internet, quando todos os prognósticos e previsões eram contrários, foi o ‘pulo do gato’. Um dos fundadores da Escola de Criatividade, em Curitiba, e referência nacional quando se fala em Empreendedorismo Criativo, Eloi Zanetti afirma que a atitude do empresário foi responsável pelo sucesso da Desmobília.

“Esse é um exemplo de que as vendas também podem ser muito criativas. A Desmobilia é uma empresa de design, o João Livoti repagina móveis e deixa-os fantásticos, mas o grande ‘pulo’ não são os móveis e sim a venda pela internet”, reforça Jean Sigel, sócio de Eloi Zanetti e relações públicas, especialista em marketing, turismo, gestão de eventos e desenvolvimento de pesquisas e estratégias sobre o pensar criativo.

João Livoti lembra que sua criação teve que enfrentar muitas dificuldades que o mundo online apresentava naquele tempo. “A internet era discada, os recursos eram primários. Para passar uma foto, levava uma eternidade”, diz, ressaltando que optou por abrir uma loja em São Paulo por ser a cidade com maior demanda pelo seu produto e porque muitas pessoas, principalmente as de mais idade, ainda preferiam ver e sentar “ao vivo” antes de comprar.

“Os mais novos compram pelo site sem problema algum, mas pessoas que, como eu, pegaram a transição da internet, são mais céticas”, avalia. João Livoti conta ainda que a inspiração para abrir a Desmobilia veio da Itália, onde estudou Design. Na Europa, ele percebeu a forte demanda pelo retorno dos móveis dos anos 1960 e 1970. “Decidi comprar peças antigas, reformar e vender.” Veio do Velho Continente também a tendência de uso da internet pelas empresas.

Para Eloi Zanetti, o problema é que, geralmente, as pessoas não sabem que são criativas. “Quando faço palestras nas empresas e pergunto quem se considera criativo, só um ou dois levantam a mão em cada 100. Quer dizer, as pessoas não se consideram criativas e esse é o primeiro passo para que o sejam”, afirma. A criatividade, segundo ele, pode acontecer em todas as áreas da empresa, incluindo setores considerados árduos e burocráticos, como a área de vendas ou a gestão do negócio.

(Este texto foi produzido pela jornalista Maigue Gueths para a 12ª edição da Revista Soluções, publicação do Sebrae/PR. Para conferir essa e outras matérias, clique aqui e baixe a Revista Soluções.)


Deixe seu comentário:









Digite este número...

O que você achou desta matéria?

Vote e ajude-nos a melhorar.



Os seu e-mail e o seu CPF não serão exibidos nos comentários. Eles serão guardados em nossa base para podermos atender você, cada vez melhor!

Boletins especiais