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Pequenos negócios e Inovação

Edição: 10/2010



Por Antonio Carlos Larubia

Para iniciar este assunto, a primeira pergunta a se fazer é: as pequenas empresas inovam? A última pesquisa PINTEC do IBGE, cobrindo o período 2001/2003, apresenta o seguinte resultado para a taxa de inovação:





Podemos observar que, apesar de um pequeno crescimento, a inovação nas empresas de até 100 funcionários é significativamente menor do que nas empresas com mais de 500 funcionários.

Entretanto, essa pesquisa não responde as questões referentes aos pequenos negócios, visto que contempla apenas o universo de 84.3 mil empresas industriais com mais de 10 funcionários. O real entendimento da inovação na pequena empresa precisa necessariamente considerar o universo de 5.028 milhões de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços existentes no Brasil ou pelo menos os 1.544 milhões de estabelecimentos no Estado de São Paulo.

Além disso, a pesquisa foi concebida, considerando-se a segunda edição do “manual de Oslo” que apresenta uma definição mais restrita do conceito de inovação.

Buscando realmente entender esse processo, o SEBRAE/SP realizou a sondagem “Inovação e Competitividade nas MPE”, com uma amostra de 450 empresas que representam o universo dos 1.544 milhões de estabelecimentos de pequeno porte no Estado de São Paulo.

Para essa pesquisa foi utilizado o conceito de inovação do Sistema SEBRAE que foi traduzido da seguinte forma:

“A sua empresa realiza aperfeiçoamentos, introduz inovações, melhorias ou novidades no seu negócio?”, sendo que obtivemos a seguinte resposta:





A pesquisa toda é muito interessante e vale a pena ser consultada no site do SEBRAE/SP (http://www.sebraesp.com.br/sites/default/files/inovacao_competitividade_mpes.pdf), mas vale a pena destacar um ponto em especial. Se compararmos 2 grupos, um composto pelas empresas que não inovam ou que inovam raramente (47% do total) e o outro composto pelas empresas que realizam inovações com alguma frequência (os 53% restantes), com relação a parâmetros com volume de produção, faturamento e produtividade por funcionário, percebemos que proporcionalmente, o número de empresas que tiveram melhorias nestes fatores no segundo grupo (inovadores) é o dobro das empresas do primeiro grupo.

Ok! Conseguimos demonstrar estatisticamente que a inovação é importante para a pequena empresa. Mas como isso funciona na prática?

Lembrando que o nosso conceito de inovação pode ser resumido como “novidade que resulta em maior competitividade no mercado”, os pequenos negócios têm uma grande vantagem neste processo, pois como são “leves” e flexíveis, têm grande facilidade para implementar mudanças.

Perto de onde moro existe um estacionamento. Este é um pequeno negócio que como tantos outros, ou estava enfrentando dificuldades financeiras ou o seu dono queria obter mais resultado do seu investimento. O fato é que ele passou a oferecer um serviço de lavagem de automóveis. Isso é uma inovação? Com certeza é a agregação de um novo processo que melhora o resultado financeiro da empresa, então é uma inovação. Depois de algum tempo ele passou a ampliar o seu horário de atendimento, oferecendo o serviço também aos domingos. Eu sei que isso pode parecer óbvio, mas ninguém fazia isso antes na região, por isso é uma inovação.

Depois de algum tempo, fez acordos com alguns restaurantes da região, oferecendo serviço de estacionamento para os clientes dos restaurantes, e em seguida passou a oferecer a lavagem enquanto o cliente almoçava.

Vejam que, nestes casos, não houve nenhuma pirotecnia, apenas um empresário que identificou necessidades e passou a oferecer serviços que as atendessem. Inovar é isso. É estar atento e se antecipar.

Para encerrar, vou contar uma lição que aprendi. No final de uma palestra que realizei, alguém me perguntou qual o risco da inovação. Respondi que um dos riscos é que ela não dê certo, ou seja, você investe tempo, esforço e recursos e não obtém o resultado esperado.

Isso é verdade, mas não é o único risco da inovação. Ainda bem que alguém na plateia nos lembrou que um outro risco tão grande quanto este é acreditar que já inovamos tudo, e que podemos descansar. Isso não é verdade. Inovação é um processo contínuo que não pode parar, porque se pararmos, alguém vem, inova mais e ficamos para trás.

* Antonio Carlos Larubia é consultor do SEBRAE/SP.


Fonte:
http://blog-do-larubia.blogspot.com/2009/03/pequenos-negocios-e-inovacao.html

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