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A revolução empreendedora das mulheres, dos jovens e dos moradores da periferia

Edição: 06/2013

Impulsionados pela tecnologia da informação, jovens, mulheres e moradores da periferia das grandes cidades prometem revolucionar o cenário do empreendedorismo no Brasil. A cada dia, surgem no país novos negócios capitaneados por empreendedores com esses perfis, que encontram no mundo digital um terreno fértil para o cultivo de ideias, serviços e produtos inovadores.

Muitos desses negócios foram apresentados como casos de sucesso durante o 4º Congresso Pernambucano de Empreendedorismo - Jovens e Empreendedores, que ocorreu no mês de maio no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife. São empreendimentos que, na maior parte das vezes, nascem da experiência de vida dos próprios empreendedores.



Foi depois de um intercâmbio em Londres, na Inglaterra, que o jovem pernambucano Pedro Arcuri resolveu montar uma agência para ajudar outros jovens a estudar no exterior. Surgiu então a Walk Abroad Intercâmbio, empresa que trabalha hoje com mais de 40 escolas de idiomas nos continentes europeu, americano e asiático.

Outros procuram aumentar o leque de experiências pessoais com os novos negócios. Com apenas 24 anos, Rafael Sena está envolvido na administração de quatro empresas da família, nas áreas de engenharia e logística. Mas o jovem acaba de criar o projeto A Faca e O Queijo na Mão, que lança mão das redes sociais para ajudar a resolver problemas nas áreas de educação, saúde e cidadania. "O que me move não é o dinheiro, mas o bem-estar das pessoas, pois eu só me sinto bem quando vejo que todos ao meu redor também estão bem", diz Sena, que planeja transformar o projeto em organização não-governamental.

Mulheres empreendedoras
As oportunidades e os desafios para as mulheres que decidem empreender também foram discutidos no congresso, numa mesa que teve a participação de Ângela Hirata, executiva que comandou a internacionalização da marca Havaianas, Edna Claudino, diretora da Saga Consultoria, Sandra Boccia, diretora de redação de Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e Regina Diniz, jovem empreendedora e promotora do Empreenda Mulher Nordeste, evento para discutir as experiências de empreendedorismo comandados por mulheres na região.

Entre os principais desafios apontados pelas palestrantes estão as barreiras que as mulheres ainda enfrentam para assumir cargos de comando na maioria dos empreendimentos. "Elas estão em ascensão, mas ainda há poucas mulheres no campo executivo e na direção", disse Ângela Hirata. "Acho que temos de repensar como estamos no mercado e pensar em empreender em novas ações, para ocupar mais espaço", afirmou Edna Claudino.

O espírito multiempreendedor das mulheres foi uma das vantagens competitivas apontada durante a discussão. "A mulher precisa gerir muitos tipos de empreendimentos ao mesmo tempo. Isso acaba fazendo com que ela tenha de galgar um espaço muito maior no mercado", disse Regina Diniz. "O que falta é a mulher enxergar que tem esse potencial e perder o medo de empreender."
Já Sandra Boccia apontou alguns cuidados que devem ser tomados ao transformar boas ideias em um negócio rentável. A combinação de conceitos, a busca pela colaboração, ter uma causa e passar da teoria à prática foram pontos citados como ações positivas. Por outro lado, segundo a jornalista, alguns venenos podem aparecer no caminho: pressão, medo e excesso de informação. Neste último ponto, a palestrante frisou a necessidade de reconhecer o que não se sabe sobre um assunto e se afastar do ideal da internet e das mídias sociais, que dão a impressão de que tudo está acessível a partir de uma busca.

Empreendedorismo na periferia
A ascensão da classe C tem estimulado o empreendedorismo no interior do país e também na periferia das grandes cidades. "A próxima revolução do empreendedorismo vai se dar na periferia", aposta Eduardo Lyra, jornalista, fundador do projeto Gerando Facões e participante do Global Shapers, desdobramento do Fórum Econômico Mundial que seleciona jovens líderes excepcionais, com menos de 30 anos, que têm potencial para mudar o mundo.

O próprio Eduardo é um exemplo da força empreendedora da periferia brasileira. Ele nasceu e foi criado num favela em Guarulhos, em São Paulo. Entrou na faculdade de jornalismo, lançou um livro com a história inspiradora de jovens empreendedores como trabalho de conclusão de curso e, ainda na faculdade, foi considerado repórter revelação pelo Instituto Itaú Cultural.

O projeto Gerando Falcões, com atuação nas escolas públicas do país, tem provado ao jovem pobre que todos, independentemente de condição social e do histórico familiar, podem ser falcões e alçar voos mais altos. "O jovem da periferia tem de saber que ele pode ser preto, pobre e favelado e ainda assim mudar o mundo", disse. "Ninguém diz isso pra gente", concluiu, arrancando aplausos da plateia.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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Comentários (1)

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