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Empreender é criar oportunidades nos pontos cegos da concorrência

Edição: 06/2013

O empreendedor se pergunta se poderia ter adotado decisões que o colocariam hoje em um patamar mais seguro, com possibilidades de expansão. Se indaga, também, se as decisões tomadas o salvaram e o mantem hoje estável e com segurança suficiente para preparar novos saltos.
Ou conclui que tem que começar tudo de novo, hoje ainda, se for possível.




Se você é um empreendedor que sonha com as próprias mãos e realiza seus sonhos acordados, talvez devesse refletir sobre uma famosa frase atribuída ao poeta português Fernando Pessoa:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
A margem de nós mesmos geralmente é definida por hábitos arraigados que nos vinculam a pequenas armadilhas intangíveis como o status de uma roupa de marca; as visitas a bons restaurantes para confirmar nossos acertos empresariais; o carro potente que explicaria aos concorrentes que estamos, potencialmente, à sua frente.

Ou seja, roupas usadas, que no dizer de Fernando Pessoa, já têm a forma do nosso corpo e, como diz a sabedoria popular, já conhecem todos os nossos caminhos. E, o pior, nos mantêm sempre presos aos mesmos horizontes.

A travessia
Ajustar a empresa a novos desafios (principalmente, quando não estamos ameaçados) requer um exercício de reflexão e ação que combinam, na prática, a sabedoria de um asceta com a determinação de um guerrilheiro samurai.

Exige que exercitemos mentalmente, primeiro, e apostemos na realização prática o abandono das confortáveis visões (as roupas já usadas) para termos novas oportunidades de fazer nossa empresa fincar pilares nos pontos cegos de nossa concorrência.

E a partir desses pilares, que são erguidos com a mesma determinação adotada na criação da empresa, criarmos a ponte que nos ajudará na travessia para além de nós mesmos.

Antes que algum funcionário nosso o faça, com o que aprendeu no dia a dia de nossa empresa, quando teve vastas oportunidades de testar seu novo plano de negócios, sob nossas ordens e investimentos.

Ou seja, ou nos recriamos e ganhamos um novo estágio em nossa organização ou deixamos abertas as condições necessárias para permitir que a concorrência que nos ameaçará surja de dentro de nossa própria empresa ou de concorrentes muito próximos.

Os pontos cegos

Perceber os pontos cegos sem uma crise forte é romper a neblina que os velhos hábitos criam.
Por isso, alguns algoritmos mentais, na forma de perguntas que devemos ter a coragem de nos fazer, talvez nos ajudem a fazer uma avaliação se é hora de mobilizar, de novo, energias para avançar:

a) você ainda consegue emocionar seus interlocutores com seus projetos?
b) já aprendeu a perceber novas oportunidades nas críticas e reclamações de seus clientes?
c) tem ainda a coragem de se livrar dos condicionamentos criados pelos símbolos de status sociais e econômicos?
d) seus aliados jovens (filhos, funcionários, fornecedores) percebem em você uma fonte inspiradora ou apenas o obedecem?
e) você ainda aposta recursos nas ideias e propostas de negócios de seus aliados internos, sejam eles fornecedores, colaboradores ou clientes?

A partir dessas indagações você, claro, criará as que o estimularão a construir seus pilares nos pontos cegos de sua concorrência e organizar sua travessia.

Para ultrapassar as margens de você mesmo e conquistar de novo o gostinho do frio na barriga de novos recomeços, com alegrias e frustrações, com insônias e euforias, que o confirmarão um empreendedor em tempo integral, capaz de se renovar e se emocionar como um turista que se perde dele mesmo numa cidade que visita pela primeira vez.

Fonte
UOL Economia

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