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Inovar ou inovar, a opção estratégica para empresas competitivas

Edição: 07/2013

Tenho o prazer de iniciar esta coluna em que abordaremos os temas inovação, empreendedorismo e competitividade. A inovação entrou na minha agenda há alguns anos, quando estudávamos por que alguns países são mais competitivos do que outros. Neste estudo, realizado para o Fórum Econômico Mundial entre 1999 e 2000 junto com professores de diferentes países e liderados pelo Prof. Jeffrey Sachs, buscávamos responder por que alguns países conseguiam criar um ambiente em que as empresas e a sociedade em geral avançavam de maneira significativa. Isso ocorria não apenas no mercado doméstico, mas principalmente na atuação internacional, por meio de exportações, internacionalização dos negócios e crescimento geral da economia, com a melhoria das condições de vida de toda sua população.




Neste estudo, nós do Brasil, defendíamos a tese de que o tamanho do país seria fundamental para o crescimento competitivo. Países pequenos, como Singapura, Finlândia e Coreia do Sul, os destaques da época, teriam melhores condições de avanço do que países grandes como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China. A análise dos diversos indicadores de competitividade ao longo dos últimos 20 anos nos mostrou que estávamos errados. O que fazia de fato a diferença em médio e longo prazos era a capacidade desses países de associar performance com inovação, produtividade com criatividade.

Todos os países pesquisados que tinham investido no que oportunamente chamamos de cadeia de valor de inovação, ou seja, educação básica e superior, pesquisas cientificas, desenvolvimento tecnológico e inovação, tinham de fato criado condições para avançar nos diversos indicadores de competitividade e, consequentemente, na melhoria das condições de vida de sua população.

Em paralelo a essas análises da competitividade de países, nós da Fundação Dom Cabral resolvemos avaliar por que algumas empresas conseguem sobreviver em longo prazo enquanto outras, apesar de ter sucesso temporário, deixam de existir, seja por motivos financeiros ou mesmo por terem sido absorvidas dentro de outras empresas em aquisições ou fusões. Nossa hipótese, inspirada em estudos realizados nas décadas de 70 e 80, é que as empresas têm um ciclo limitado de vida que segundo alguns observadores organizacionais estaria por volta dos 30 anos. As empresas, assim como os seres vivos, nascem frágeis e têm na infância o seu maior índice de mortalidade (segundo o Sebrae, mais de 60%), na "adolescência" as empresas se estruturam para crescer, definindo estratégias, estruturas e processos internos que podem ajudá-las a chegar eventualmente à maturidade. Mas em um ciclo médio de 30 anos, as empresas que sobreviveram chegam à maturidade se tornando relevantes para seus colaboradores, investidores, fornecedores, clientes e para a sociedade como um todo.

Mas o que vemos nos jornais e nas publicações que destacam as maiores e melhores empresas do país mostra que o número de empresas neste estágio que não sobrevivem também é significativo. Com base em dados das maiores e melhores empresas do país de 1973, observamos que das 500 empresas que foram destaque em 2006 (33 anos depois), apenas 113 continuavam lá. Ou seja, 77% das maiores e melhores empresas de 1973 já não existiam mais.

Nossa pergunta é o que essas empresas tinham feito de forma diferente daquelas 113 que sobreviveram. Depois de muito pesquisar, identificamos três fatores-chave: sucessão planejada, crescimento continuado e capacidade de se antecipar ao mercado. Este último fator estava diretamente associado à capacidade de inovar das empresas analisadas. É mais fácil antecipar do que reagir, foi uma das conclusões da pesquisa.

Enfim, nesta coluna, procurarei trazer um pouco do que tenho aprendido com centenas de empresas de diferentes tamanhos no Brasil e no resto do mundo. Sabemos que inovar não é natural para as empresas, pois elas estão estruturadas para repetir rotinas, minimizando erros e riscos. Inovar pressupõe experimentar algo novo, seja para a empresa, para seu mercado ou para o mundo. Inovar pressupõe arriscar e eventualmente errar. Mas como vimos nos dois estudos citados acima, sem inovação não seremos uma nação competitiva e sem inovação as empresas dificilmente sobreviverão em longo prazo.

Espero receber também as suas contribuições, leitores. Como vocês inovam em suas empresas? Vamos tentar abordar o tema inovação, assim como empreendedorismo e competitividade, na perspectiva dos gestores e dos empreendedores. Afinal, inovar não é uma opção. É talvez a única opção estratégica de pequenas, médias e grandes empresas.

Por Carlos Arruda

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

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