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O risco de uma startup muito valorizada

Edição: 08/2013

A determinação do valor das startups foi a causa da bolha.com no início dos anos 2000. Longe de ser um problema do passado, o exagero dos empreendedores na hora de calcular quanto vale a empresa é um problema frequente para investidores. David Cohen, fundador e presidente da TechStar, a maior aceleradora de negócios dos Estados Unidos, faz um alerta para os empreendedores. “Ao aumentar o preço da empresa, o empreendedor pode correr o risco de afugentar investidores”, afirmou. Cohen deu o aviso em um artigo publicado no site da TechStar no dia 27 de maio. Dias depois, o post foi reproduzido no Wall Street Journal.




Segundo Cohen, o problema de um valor alto para empresa – e, talvez, um aporte grande demais – são as dificuldades para fazer o negócio crescer para um próximo estágio. Devido às expectativas elevadas, as exigências para obter uma nova rodada de investimentos serão igualmente altas. Talvez o suporte e as concessões do investidor anjo que apostou no negócio não sejam suficientes para fazer a empresa ter o desempenho acima de sua capacidade para atingir os resultados inflados.

Cohen afirma que os melhores investidores não querem remuneração além da medida. Eles têm ótimas oportunidades de negócio e não dependem do sucesso de uma única startup para garantir sua rentabilidade. No fundo, sabem que cobrar demais das empresas lhes roubaria a competitividade. Dificilmente eles escolheriam uma empresa que estivesse superestimada para o seu estágio de crescimento.

O conselho do guru? “Para evitar esses erros, sempre pense em um plano maior.” O foco deve estar em encontrar investidores que contribuam para o desenvolvimento de negócios e aponte diversas formas de fazê-lo, e não buscar pessoas que entreguem cheques para startups mais valorizadas. “Em vez de tentar levantar o máximo de capital possível, mire para um aporte e valor que seja mais apropriado para o tamanho de sua empresa e que permita a você chegar no próximo estágio do seu negócios”, disse Cohen.

Para alguns, esses conselhos parecem batidos e destinados a “amadores”. Mas o fato de um dos líderes do empreendedorismo tecnológico vir a público em 2013 para sinalizar o problema é sinal de que euforia desmedida está novamente contaminando o ambiente.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios 

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