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O empreendedorismo como alternativa para os jovens

Edição: 09/2013

Preocupada com a alta taxa de desemprego entre os jovens no mundo e a lenta recuperação das economias devido à crise internacional, a consultoria Ernst & Young publicou o estudo Evitando uma Geração Perdida. No trabalho, ela afirma que, se não houver um esforço maciço entre governo, empresas e a sociedade, toda uma geração de jovens trabalhadores pode ser prejudicada.

O estudo entrevistou mais de 1.500 empreendedores dos países do G20. Destes, 1000 tinham 40 anos ou menos. A conclusão é que não haverá empregos para todos, e a mentalidade empreendedora deve ser incutida nos jovens desde cedo. “Isso que dizer construir uma cultura que apoie os jovens a tomar riscos, criar negócios, gerar empregos e se tornarem os senhores do próprio destino”, afirma o estudo.



Para essa cultura florescer, a Ernst & Young identificou cinco transformações pelas quais a sociedade precisa passar, somando esforços de governos, empresas, instituições de fomento e a academia.

Modelos alternativos de financiamento
O principal obstáculo para jovens empreendedores é o financiamento, uma vez que boa parte das startups surge de recursos próprios e nesta fase da vida as pessoas geralmente não têm garantias para obter um empréstimo. Dos entrevistados, 73% afirmam que o acesso a financiamento é difícil em seus países e que a idade é um empecilho para a captação de recursos com investidores. A principal demanda é por vias alternativas de financiamento, como o apoio institucional e a regulamentação do crowdfunding. Para 49% deles, o impacto dessas novas plataformas será o maior fator de aceleração das startups nos próximos anos.

Mentoria e suporte mais amplo
Oferecer mais financiamento não será suficiente para que os jovens empreendedores atinjam seu potencial pleno. Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados que tiveram mentoria mantiveram seus negócios abertos, enquanto apenas 50% dos que não tiveram apoio conseguiram sobreviver. O estudo também afirma que investimento sem mentoria quase sempre resulta em perda do dinheiro aportado. A solução deve vir de todos os setores: programas públicos de incentivo, aceleradoras, incubadoras, associações, hubs e parques tecnológicos.

Estabelecer uma cultura de tolerância ao fracasso
Segundo a Ernst & Young, as pessoas precisam mudar a percepção sobre startups e se conscientizar de que, mesmo não obtendo sucesso, contribuem muito para a economia como um todo. Parte dessa transformação tem de vir da sociedade, mas 50% dos participantes da pesquisa consideram que o governo tem um papel crucial nesse processo e deve prover educação, financiamento e suporte para startups. As universidades e instituições de ensino também têm papel importante ao adotar o empreendedorismo em suas grades e trabalhar as mudanças ocorridas no que diz respeito à carreira profissional percebidas nos últimos tempos.

Facilitar incentivos

Os jovens empreendedores esperam que seus governos estimulem o empreendedorismo por meio de incentivos fiscais para investimento em pequenas empresas. Esperar por apoio público, segundo a pesquisa, é a principal diferença entre os jovens e os empreendedores mais vividos. Os especialistas da Ernst & Young identificaram e compilaram mais de 200 iniciativas governamentais que ajudariam startups. Esses esforços são percebidos apenas por uma minoria: 28% reconheceram melhorias em incentivos fiscais e 38% em incentivos à inovação. O que chama a atenção é o alerta dado aos governos em relação à necessidade de diferenciar homens e mulheres nas políticas públicas. Segundo a pesquisa, homens tendem a buscar iniciativas públicas ligadas à capacitação empreendedora e benefícios fiscais, enquanto mulheres buscam recursos não reembolsáveis e incubadoras de empresas.

Regulamentação e isenção fiscal
Os países não terão um grande número de jovens empreendedores enquanto o ecossistema não for amigável para startups. Um ambiente regulamentado, com incentivos públicos e isenções fiscais melhoraria o desempenho das empresas para 53% dos entrevistados. O estudo cita o exemplo do Small Business Jobs Act, dos Estados Unidos, que prevê benefícios fiscais e participação de contratos com o governo para as startups. Segundo 33% dos empreendedores consultados, deveria haver uma agência governamental focada em empresas pequenas em seus países, e 14% afirmaram que o governo deveria ter modelos próprios para taxar startups e ajudá-las com suas questões fiscais.

Fonte
Pequenas empresas & Grandes Negócios

 

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