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10 ideias para abrir um negócio social

Edição: 09/2013

Fundadores de dez novos negócios sociais apresentaram suas ideias em um evento realizado pela aceleradora Artemisia, especializada em startups que criam soluções de impacto social.

Essas empresas, que têm fins lucrativos, passaram seis meses na aceleradora para aperfeiçoar seus modelos de negócio. “A qualidade das propostas e seu grau de inovação estão melhorando muito”, afirma Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia. “Quando começamos, em 2004, avaliamos 30 empreendedores sociais. Neste ano, analisamos 365 empresas para selecionar essas dez.”





Novas tecnologias para melhorar serviços nas áreas de educação e saúde foram o foco de seis dos dez integrantes dessa turma de acelerados. Alimentação, saúde, serviços financeiros, educação e habitação são, no momento, os setores preferidos por fundos de investimentos para fazer aportes em negócios sociais, aponta o americano Ross Baird, diretor-executivo do fundo Village Capital, que participou do evento. “No Brasil, há uma incrível necessidade de negócios que beneficiem a população das classes D e E”, afirma. Confira, abaixo, as soluções criadas pelos empreendedores para melhorar a vida de milhões de brasileiros.

Reforma barata
A Vivenda, de São Paulo, criou quatro tipos de reforma rápida para as casas de 40 milhões de brasileiros que vivem em condições insalubres. A empresa dá assessoria técnica e oferece crédito (parcelado em até 12 vezes) e mão de obra para realizar reparos como revestir um banheiro, melhorar a ventilação ou combater a umidade. Hoje, seu escritório realiza de 30 a 45 reformas por mês.

Conversa com surdos
Os jovens da Hand Talk, do Piauí, criaram um personagem em 3D que traduz o português para Libras (Língua Brasileira de Sinais), pois 95% dos surdos não entendem nosso idioma. O aplicativo converte voz e mensagens de texto para Libras e foi eleito pela ONU (Organização das Nações Unidas) neste ano como o melhor em inclusão social. A Hand Talk também oferece soluções para empresas, como totens e TVs que convertem o português para Libras.

Jovens “appers”
Para capacitar jovens a entrar na economia mobile, a Fábrica de Aplicativos ensina a criar aplicativos para celular. Com o treinamento, 50 mil pessoas já usaram sua plataforma para criar apps, que foram baixados por 1,5 milhão de brasileiros. A startup também tem um programa para que empresas contratem esses criadores de aplicativos.

Aulas no tablet
A Tic Educa, de São Paulo, cria jogos educacionais para tablets e smartphones e treina professores para aprender a usar essa tecnologia em sala de aula. Seu objetivo é desenvolver 200 produtos até o final deste ano. Esses jogos são criados para desenvolver habilidades e competências previstas no currículo escolar, de acordo com os parâmetros do MEC.

Finanças sob controle
A Konkero, de São Paulo, quer explicar finanças para que todos entendam. Em seu site, a empresa dá dicas para organizar gastos, renegociar dívidas e controlar o orçamento para gastar menos e poupar dinheiro para realizar objetivos - 150 mil pessoas já acessaram o portal para conferir as dicas. Sua nova estratégia é recrutar 50 consultores para vender, porta a porta, serviços como financiamento habitacional e crédito educacional.

Hospital online
A tecnologia é a arma da Kidopi, de Ribeirão Preto (SP), para melhorar a administração de hospitais, especialmente dos 40% que ainda não têm um sistema automatizado de gestão de informação. Uma das soluções criadas pela empresa permite que os gestores tenham acesso, em tempo real, a indicadores que sinalizam gargalos no atendimento e ajudam a melhorar o fluxo de trabalho dos profissionais de saúde.

Preparação para o Enem
O Ligado no Enem é uma plataforma online, integrada ao Facebook, em que estudantes que estão se preparando para a avaliação encontram 1.200 videoaulas e 750 exercícios, além de simulados para a prova, todos gratuitos. Para reduzir a taxa de 51% de evasão no ensino superior, a startup também oferece informações sobre cursos, bolsas e orientação de carreira. Seu modelo de negócio é viabilizar os cursos gratuitos com patrocínio e o oferecimento de dados dos alunos para as instituições de ensino.

Termômetro da educação
Com um portal aberto e gratuito, o QEdu compila dados na área de educação e mostra como está a qualidade do aprendizado em diferentes escolas e cidades do país, usando dados como a proporção de alunos que têm nível adequado de instrução em português e matemática. A plataforma é fruto da parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann. Em sete meses, o QEdu recebeu 500 mil visitas.

Geriatra para todos

A proposta da +60 Saúde, de Belo Horizonte, é melhorar o atendimento a idosos - hoje, há um geriatra para cada 19 mil brasileiros que estão na terceira idade. A startup criou um método para aumentar a eficiência na avaliação da saúde do idoso para, assim, baratear o atendimento. Com isso, chega a resolver até 80% dos problemas no local, desafogando a rede pública de saúde. A empresa quer abrir sua primeira clínica em três meses.

Arte na saúde
A ONG Arte Despertar, criada em São Paulo em 1997, virou um negócio social. Sua tarefa é usar a arte como ferramenta de comunicação e treinamento de profissionais na área de saúde e, assim, resolver problemas como a falta de preparo para enfrentar situações de pressão em hospitais, por exemplo. Agora, a ideia é vender esse serviço a empresas.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios
 

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