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Pesquisa revela cinco tipos de liderança

Edição: 09/2013

Que tipo de pessoa tem mais chances de se tornar um bom líder: o mentor que cativa seus seguidores ou o diretor que inspira os funcionários por meio da perseverança e do trabalho duro? São questões assim que os profissionais da Psych Test tentaram resolver em uma pesquisa que analisou 7.170 líderes americanos e canadenses, que foram divididos em cinco estilos diferentes.



A pesquisa foi conduzida por Ilona Jerabek, fundadora do Psych Test e pós-doutora em psicologia do trabalho. Segundo ela escreveu em seu estudo, os líderes de hoje precisam ter muitos chapéus. “Eles devem ser capazes de desenvolver tanto o lado humano do negócio quanto o de produção – se alguém tiver apenas um ou outro, a chance de sucesso será limitada”, afirma.

Confira abaixo os cinco tipos encontrados por Ilona e entenda seus pontos fortes e fracos. Se quiser avaliar seu perfil, faça o teste gratuitamente aqui (em inglês).

Treinadores esportivos – 28% dos bons líderes; 43% dos medianos a ruins
Esse tipo de liderança desenvolve sua equipe para ser autossuficiente, confiante e independente. Com um estilo de amor bruto, esse líder determina metas e inspira as pessoas a alcançá-las. Sua voz de comando exige o respeito da equipe, mas recompensa quando o trabalho árduo é percebido. O problema desse tipo é que dificilmente ele delega responsabilidades. Ele tem um foco maior no curto prazo e, por cultivar a autoridade, pode ter uma personalidade pouco acessível e se relacionar apenas em um plano profissional com os demais.

Diretores condutores – 22% dos ótimos líderes; 17% dos medianos a ruins
São líderes que põem a mão na massa e trabalham duro como qualquer membro da equipe. São pessoas ambiciosas e orientadas por resultados, que geralmente sabem o que precisa ser feito e como chegar lá. Têm uma postura firme: costumam desligar pessoas que não trabalham de maneira ética e alavancar aqueles com disposição para trabalhar. Do lado negativo, são pessoas que não confiam facilmente nas outras. Por isso, não delegam responsabilidades e costumam trabalhar mais para compensar a falta de ajuda. Como são pessoas práticas, não escolhem palavras para inspirar a equipe. Suas ordens devem ser acatadas sem questionamentos. Não são indicados para a formação de times devido à falta de jeito com pessoas. Eles preferem equipes já experientes e não costumam dar muitas chances aos que erram constantemente.

Mentores – 17% dos bons líderes; 23% dos medianos a ruins
São líderes que conseguem extrair o melhor de sua equipe e estão dispostos a gastar seu tempo para treinar os empregados. Para engajar o time, eles delegam responsabilidades de forma gradual, de modo a fazer com que a confiança e a independência de seus funcionários cresça à medida que eles realizarem as tarefas. São chefes de fácil relacionamento porque acreditam que as pessoas precisam de uma segunda chance, uma terceira e até uma quarta. Afinal, elas são o recurso mais importante da companhia. Esses líderes, porém, preferem trabalhar nos bastidores e não se sentem confortáveis comandando grandes equipes. Eles têm uma presença um pouco retraída e não são os mais recomendados para comandar a produção. São voltados às pessoas e não à geração de resultados a qualquer custo. Esse viés faz com que tenham uma visão de longo prazo limitada, uma vez que sua preocupação recai sobre o dia a dia dos funcionários.

Socialites – 1% dos bons líderes; 1% dos medianos a ruins
São líderes carismáticos e sedutores. Têm facilidade para cultivar relacionamentos e interagir com os clientes. Sua imagem é uma ótima estampa para a empresa e funciona quase como que uma ferramenta de marketing. São, porém, mais alegorias que líderes verdadeiros. Não costumam se envolver muito com a equipe e passam a função para quem está abaixo na cadeia de comando. Não costumam ser práticos e delegam todas as tarefas chatas para os outros. Eles entendem a importância de motivar o time, mas deixam o trabalho para alguém fazer.

Ecléticos – 32% dos bons líderes; 16% dos medianos a ruins
“As pessoas desta categoria têm a combinação de todos os tipos de liderança”, afirma Ilona. Esse é o estilo de um terço dos grandes líderes e a combinação de todas as posturas é a razão de seu sucesso. “São camaleões que usam determinado estilo de liderança conforme a situação”.

Fonte
Pequenas Empresas & Grandes Negócios
 

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